Novas compras de dólares feitas pelo BC e variação do valor de mercado dos ativos explicam aumento das reservas internacionais

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As reservas internacionais voltaram a crescer ontem e, com o aumento, atingiram pela primeira vez na história a casa dos US$ 280 bilhões. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC), as reservas do País cresceram US$ 702 milhões ontem. Com isso, o montante passou de US$ 279,394 bilhões registrados na segunda-feira para US$ 280,096 bilhões ontem.

O aumento reflete principalmente a compra de dólares realizada pelo BC no mercado. No caso específico de ontem, a elevação é reflexo da intervenção feita na sexta-feira, 8 de outubro, já que as compras são somadas às reservas de dois dias úteis depois - no chamado "D+2". Também há influência da oscilação do valor de mercado dos ativos que compõem as reservas internacionais, como os títulos da dívida norte-americana.

Ontem, o BC anunciou que as reservas já haviam crescido US$ 2,764 bilhões nos seis primeiros dias úteis de outubro (até dia 8), graças à compra diária de dólares realizada pela instituição no mercado à vista. Nesse período, a média diária das intervenções ficou em US$ 461 milhões, inferior ao observado em setembro - mês da capitalização da Petrobras -, quando a média diária de compras do BC ficou em US$ 512 milhões.

Apesar da retração em relação ao observado no mês anterior, a média diária de outubro continua superior à registrada em agosto, quando os leilões diários retiravam US$ 138 milhões a cada dia do mercado. No acumulado de 2010 até o dia 8 de outubro, o BC já adicionou US$ 32,124 bilhões às reservas graças aos leilões diários realizados no mercado.

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