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Republicanos: dispostos a negociar reforma financeira nos EUA

Por Kevin Drawbaugh WASHINGTON (Reuters) - Uma reforma bipartidária de regulamentação do setor financeiro dos Estados Unidos poderia ainda ser elaborada no Senado, apesar de um impasse nas negociações, disseram destacados congressistas republicanos em uma carta obtida neste sábado pela Reuters.

Reuters |

Todos os membros republicanos do Comitê do Setor de Finanças no Senado escreveram ao presidente do comitê, um democrata, dizendo que continuam abertos a trabalhar em busca de um acordo, mas querem tempo suficiente para analisar o novo projeto que ele planeja divulgar em breve.

A carta assinala que uma reforma regulatória - uma prioridade do governo do presidente Barack Obama - pode ainda ser alcançada no Senado, apesar de um surpreendente fracasso na quinta-feira nas conversações entre o presidente do comitê, Christopher Dodd, e republicanos.

A previsão é que Dodd revele seu projeto revisado na segunda-feira. Ele pretende levá-lo ao comitê na semana seguinte para uma sessão de trabalho, ou revisão, que provavelmente conduzirá a uma votação.

A carta assinada pelo senador Richard Shelby, principal representante republicano no comitê, mantém a esperança num acordo, mas exige que Dodd desacelere o processo.

Quase um ano e meio depois da pior crise no setor bancário e no mercado de capitais desde os anos 1930, pouco foi mudado em termos de regulamentação financeira, apesar de um grande empenho pelas reformas por parte de Obama e dos democratas no Congresso.

A Casa Branca anunciou um amplo pacote de reformas em meados de 2009. Esforços paralelos para ampliar a supervisão governamental dos bancos e mercados estão em andamento na União Europeia.

A Câmara dos Representantes aprovou a maioria das propostas de Obama em dezembro, sem um único voto de apoio dos republicanos.

Mas o Senado ainda tem de estabelecer sua posição, num momento em que lobistas de bancos e Wall Street atuam com vigor para enfraquecer ou bloquear as reformas.

Dodd tem os votos necessários para levar a questão ao plenário do Senado, mas seria preciso 60 votos para aprovar o projeto. No entanto, os democratas só possuem 59 cadeiras no Senado.

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