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Representante dos EUA diz que seu país é bode expiatório em Rodada de Doha

Genebra, 21 jul (EFE).- A representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, disse hoje que seu país foi bode expiatório de alguns países nas negociações da Rodada de Doha quando se fala de subvenções e se evita falar de abertura de mercados agrícolas e industriais.

EFE |

Schwab faz parte do grupo de ministros de cerca de 30 países que chegou a Genebra para participar de uma reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que é vista como a última chance de tirar do bloqueio as negociações para a liberalização do comércio mundial.

"Não é momento nem semana para voltar à retórica que perpetua velhas divisões ou criar novas", disse, em uma breve entrevista coletiva antes do início das discussões.

Em seguida, Schwab afirmou que os EUA estão "preparados para fazer mais contribuições" ao processo de negociação, mas espera "que a contribuição dos mercados emergentes também seja significativa".

Acrescentou que "qualquer estudo sobre o que é preciso para promover o desenvolvimento econômico e aliviar a pobreza estabelece, sem dúvida nenhuma, que as maiores contribuições devem vir da liberalização de mercados e não de (um corte de) subsídios".

Nas últimas semanas de negociações em Genebra, Washington não revelou em que medida está disposto a reduzir as milionárias subvenções a seus agricultores, uma exigência fundamental dos países em desenvolvimento e de alguns desenvolvidos que são, ao mesmo tempo, exportadores agrícolas.

Schwab disse que os países emergentes terão uma grande responsabilidade no resultado desta reunião ministerial e lembrou que 70% das tarifas pagas no setor agrícola correspondem a trocas comerciais entre países em desenvolvimento.

Além disso, a negociadora americana sustentou que o êxito desta reunião poderia ter uma repercussão muito positiva na economia mundial, no momento em que os altos preços dos alimentos e do petróleo geram incerteza.

Sobre as restrições às exportações agrícolas aplicadas por vários países em conseqüência da alta do preço dos alimentos, Schwab disse que isso "gera instabilidade em outras partes do mundo".

"Quero pensar que os altos preços dos alimentos permitirão reduzir subvenções e barreiras" e que não será uma situação "que alguns aproveitarão para fazer o contrário". EFE is/an

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