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Repique não impede 4o mês seguido de queda do índice

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Crente de que a rejeição ao plano dos Estados Unidos contra a crise financeira não é definitiva, o investidor voltou a comprar com apetite ações na Bolsa de Valores de São Paulo, que teve nesta terça-feira a segunda maior alta de 2008.

Reuters |

O Ibovespa, principal índice do mercado doméstico, escalou 7,63 por cento, para 49.541 pontos, depois do tombo de 9,36 por cento na véspera, a maior queda em quase uma década.

Em linha com o movimento financeiro mais tímido em Wall Street, devido ao feriado do Ano Novo Judaico, o volume de negócios na bolsa paulista também ficou abaixo da média recente, em 4,87 bilhões de reais.

O dia seguinte ao fracasso de Washington em fazer passar na Câmara dos Deputados o pacote de 700 bilhões de dólares foi recheado de declarações ponderadas de autoridades dos Estados Unidos, todas indicando que o plano tende a ser avalizado ainda esta semana.

"Os mercados estão precificando isso", disse o economista-chefe do banco Bradesco, Otávio de Barros, durante apresentação a profissionais do mercado. "O pacote simplesmente não pode não ser aprovado."

Em Wall Street, essa sensação impulsionou o índice Dow Jones em 4,68 por cento, um dia depois de o indicador ter registrado a pior performance em 21 anos.

Na bolsa paulista, ações que haviam sido severamente castigadas nas últimas sessões tiveram recuperação importante, a tiracolo da própria BM&F Bovespa, a melhor do índice, com um salto de 17,1 por cento, a 8,50 reais.

O setor financeiro foi o carro-chefe da reação. Banco do Brasil puxou a fila entre os bancos, escalando 11,1 por cento, a 22,75 reais.

Um pouco mais atrás, apareceram as blue chips. Vale avançou 7,95 por cento, a 32,71 reais. Patrocinada pela alta do barril do petróleo para cima dos 102 dólares, Petrobras subiu 7,2 por cento, para 35,10 reais.

E AGORA?

A disparada, no entanto, foi suficiente apenas para diminuir a perda acumulada em setembro para 11 por cento. Foi o quarto mês consecutivo no vermelho.

Desde o final de maio, o Ibovespa já ruiu 31,8 por cento.

Em São Paulo, autoridades governamentais e representantes de agências de classificação de risco reforçaram a leitura de que os fundamentos macroeconômicos sólidos estão protegendo o país de efeitos mais danosos da crise.

"O Brasil faz parte do círculo de comércio e financeiro global e não está completamente imune à crise. Mas os fundamentos do Brasil estão muito melhores e alguns analistas, no calor dos acontecimentos, perderam isso de vista", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

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