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Renner cancela compra da Leader Magazine

A rede varejista Lojas Renner anunciou ontem o cancelamento da compra da Leader Magazine, do Rio de Janeiro. O negócio, de R$ 670 milhões, foi anunciado oficialmente no início de setembro.

Agência Estado |

E foi cancelado, segundo comunicado da Renner à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), "em virtude da relevante alteração no cenário econômico-financeiro brasileiro e mundial verificada nas últimas semanas". De acordo com a Renner, o cancelamento foi feito de forma amigável, sem ônus ou encargos para as duas partes.

A união entre a Renner e a Leader criaria uma rede com 141 lojas em todo o País, com receita somada, em 2007, de mais de R$ 3 bilhões. A aquisição daria à gaúcha Renner uma participação relevante no Rio de Janeiro, onde estão 30 das 38 lojas da Leader.

Além disso, com a compra, a Renner, que atende principalmente às classes B e C, acrescentaria um novo tipo de cliente ao seu portfólio, já que o público-alvo da Leader são as classes C e D. "Esse é um daqueles momentos marcantes na vida de uma empresa", disse o diretor-presidente da Renner, José Galló, em setembro, ao anunciar o negócio. "As redes atendem a públicos distintos, então não haverá competição por clientes."

O negócio englobava a Leader Participações, que detém 100% do capital da União de Lojas Leader, e, indiretamente, 50% do capital da Leader Administradora de Cartões de Crédito - a outra metade pertence ao Bradesco. No comunicado à CVM, a Renner informa que também foram resolvidos, sem quaisquer ônus para as partes, os acordos celebrados com o Bradesco cuja finalidade era regular a parceria nos cartões de crédito.

Desde que o acordo foi oficialmente fechado, no dia 3 de setembro, até ontem, as ações da Renner registram uma queda de mais de 40% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações ordinárias (ON, com direito a voto) das Lojas Renner estavam cotadas a R$ 28,25 em 3 de setembro, e fecharam ontem cotadas a R$ 16,70. Com a perda de valor de mercado da Renner e as previsões de queda nas vendas do varejo por causa da crise financeira, o negócio começou a assustar os acionistas.

Um desses acionistas, a gestora de recursos Investidor Profissional (IP), chegou a publicar um anúncio nos jornais posicionando-se contra a aquisição. Na avaliação da gestora, os termos financeiros da operação não contemplavam mais "a recente deterioração das perspectivas econômicas em geral".

O acordo, aprovado pelo conselho de administração das Lojas Renner em setembro, deveria ter sido votado em assembléia de acionistas no último dia 20. A empresa, porém, resolveu adiar a assembléia para o próximo dia 30. Com o cancelamento da aquisição, a assembléia de acionistas também foi cancelada.

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