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Rendimento dos ocupados tem maior queda desde 2006, informa IBGE

SÃO PAULO - A má notícia da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou por conta do rendimento da população ocupada, que caiu 1,3% entre setembro e outubro, para R$ 1.258,20, depois de atingir R$ 1.

Valor Online |

274,26 no mês anterior. A queda de 1,3% foi a primeira desde junho e a maior baixa desde o recuo de 1,6% de janeiro de 2006.

"A notícia ruim ficou por conta do rendimento, que só não caiu em Belo Horizonte e Porto Alegre", disse Cimar Azeredo, gerente da PME.

Segundo ele, uma das causas do recuo pode ter sido o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve de deflator para o cálculo e teve alta de 0,55% em outubro nas seis regiões pesquisadas, depois de avançar apenas 0,16% em setembro.

"Pode também haver algum efeito de contratações antecipadas de temporários para o fim de ano, que são funcionários que entram ganhando menos. Mas não conseguimos confirmar isso", acrescentou Azeredo.

O resultado de outubro não impediu que o rendimento habitual nos 10 primeiros meses do ano atingisse patamar recorde para o período janeiro-outubro. O valor médio este ano foi de R$ 1.247,16, contra o recorde anterior de R$ 1.207,04 registrado nos 10 primeiros meses do ano passado.

O rendimento médio habitual só fica abaixo do obtido em 2002. Como a série histórica da PME começa em março de 2002, só é possível fazer a comparação no período março-outubro. Nesta relação, o rendimento em 2008 foi de R$ 1.249,36, valor 2,8% abaixo do R$ 1.285,27 obtido entre março e outubro de 2002.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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