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Belo Horizonte, 27 - O levantamento dos índices de preços agrícolas elaborado pelo Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA) demonstrou que a redução nos preços de alguns grãos foi o principal fator para a queda na renda agrícola no mês de fevereiro. Em fevereiro, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agrícolas ficou negativo em 0,86%.

A pesquisa da universidade envolve a apuração do IPR em Minas Gerais, que estima a renda do setor rural e o Índice de Preços Pagos (IPP) que reflete a variação dos custos de produção desse segmento. Entre os produtos que puxaram a retração no índice estão o arroz, com queda de 7,89% para o produtor, café (-1,26%) e feijão, com a maior baixa no mês, de 19,35%. Apenas o milho apresentou reação em fevereiro, com aumento de 3,66%. Já o preço do leite tipo C pago ao pecuarista também caiu 3,39%.

O levantamento acompanha a evolução dos preços de 42 produtos. Entre os hortifrutigranjeiros, as maiores altas foram batata (12,5%), pepino (32,14%), repolho (50%) e tomate (3,33%). As quedas de preços neste segmento foram para banana (-14,78%), abobrinha (-13,46%), alface (-28,0%), couve-flor (-28,57%) e pimentão e quiabo, ambos com queda de 30%.

No caso dos preços pagos pelos insumos agrícolas, medidos pelo Índice de Preços Pagos (IPP), o aumento foi de 3,59% em fevereiro, sendo que as maiores altas ocorreram nos setores de rações (1,53%), de vermífugos (3,4%) e dos serviços gerais (4,36%). As maiores quedas dos insumos ficaram concentradas nos preços médios das sementes e mudas (-12,28%), dos formicidas (-6,69%), dos bernicidas (-19,12%) e das vacinas (-1,47%). A pesquisa inclui 187 produtos.

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