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Renda agrícola deve cair 8,4% em 2009, para R$ 149,6 bi, prevê Mapa

Brasília, 09 - A queda na safra de grãos e o recuo dos preços das commodities agrícolas devem reduzir em 8,4% a estimativa para a renda agrícola em 2009. De acordo com estimativa divulgada hoje pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a renda deverá ser de R$ 149,6 bilhões este ano, R$ 13,7 bilhões menor que em 2008, quando a renda somou R$ 163,4 bilhões.

Agência Estado |

"O efeito destes fatores está fazendo com que a renda do produtor rural sofra forte declínio neste ano", afirmou o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do ministério, José Garcia Gasques. Os maiores prejuízos foram para o milho, a soja e o café.

O clima adverso ao desenvolvimento das lavouras, especialmente na Região Sul e em outros Estados, provocou uma quebra de 6,5% na safra 2008/09 de grãos deste ano. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos, divulgada na semana passada, indicou queda de 6,5% na produção das lavouras. A quebra pode ser ainda maior e, segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, chegar a 8%. No ano passado, a produção de grãos na safra de verão foi de 137 milhões de toneladas. A Conab prevê colheita de 134,7 milhões de toneladas na safra atual.

O baixo desempenho de importantes lavouras na formação da renda da agricultura é determinante para o fraco resultado do setor em 2009, avaliou Gasques. Ele explicou que as baixas ocorridas no café, milho e soja se manifestam com elevada intensidade no resultado total, pois essas três lavouras representam 45,6% do valor da produção agrícola. Milho e soja, isoladamente, respondem por 38,6%.

De acordo com ele, a menor renda de milho e soja se deve a problemas climáticos e do café ocorre pelo que se chama de bienalidade da cultura, ou seja, um ano de boa produção seguido de outro de menor produção, o que acontece na safra atual.

Além disso, ele aponta o recuo de preços no mercado internacional como responsável pela redução na expectativa da renda agrícola. "Os valores vigentes no período de cálculo da renda são menores do que a média dos utilizados para se obter a renda do ano anterior. "Com base nesses dados, a produção menor e os preços mais baixos direcionam a agropecuária brasileira a uma perspectiva, até o momento, não muito animadora", afirmou.

Aumento de Renda

O ministério informou ainda que entre os vinte produtos analisados, cinco apresentaram aumento de renda em relação ao ano passado. Os maiores incrementos foram no amendoim (31,3%), laranja (13,6%) e arroz (12,7%). Para Gasques, estes resultados se devem à maior produção ou pelo melhor preço, ou ainda a combinação dos dois fatores.

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