SÃO PAULO (Reuters) - A Renault-Nissan anunciou nesta terça-feira parceria com a prefeitura de São Paulo para estudar oportunidades de uso de veículos elétricos na capital paulista.

A iniciativa pode resultar no lançamento no Brasil do primeiro veículo elétrico da montadora, o Leaf, que estará disponível para vendas em massa a partir de 2012, inicialmente no Japão e Estados Unidos.

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Renault-Nissan e cidade de São Paulo se unem por carro elétrico

SÃO PAULO (Reuters) - A Renault-Nissan anunciou nesta terça-feira parceria com a prefeitura de São Paulo para estudar oportunidades de uso de veículos elétricos na capital paulista.

A iniciativa pode resultar no lançamento no Brasil do primeiro veículo elétrico da montadora, o Leaf, que estará disponível para vendas em massa a partir de 2012, inicialmente no Japão e Estados Unidos.

Reuters |

SÃO PAULO (Reuters) - A Renault-Nissan anunciou nesta terça-feira parceria com a prefeitura de São Paulo para estudar oportunidades de uso de veículos elétricos na capital paulista.

A iniciativa pode resultar no lançamento no Brasil do primeiro veículo elétrico da montadora, o Leaf, que estará disponível para vendas em massa a partir de 2012, inicialmente no Japão e Estados Unidos.

Segundo a companhia, a parceria envolve estudos de viabilidade, infraestrutura, recursos e produtos, que incluem a implantação de uma rede de recarga na cidade. O veículo será lançado pela Nissan.

A capacidade inicial de produção do Leaf no Japão será de 50 mil unidades no primeiro ano, mas deve aumentar conforme a ampliação da distribuição no mundo pela marca, apoiada por fábricas nas Américas e na Europa até o final de 2012.

Apesar do otimismo da divulgação da parceria, o presidente-executivo da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, afirmou no evento que "não achamos que haverá condições de termos uma comercialização em massa (no Brasil) se não houver incentivo para o consumidor".

"O carro elétrico não vai ficar popular se não houver uma boa equação econômica (...) sem apoio do governo ele vira produto de nicho de mercado e nossa prioridade são locais onde os governos estão ajudando os consumidores a comprarem o carro", disse Ghosn.

Segundo ele, a Renault-Nissan vai fabricar o Leaf no Japão, Estados Unidos e França. No Brasil, uma fabricação local depende de garantia de uma demanda de pelo menos 50 mil carros por ano, disse o executivo. Ele não estimou quando isso poderia acontecer e afirmou que se for vendido no país, o preço do Leaf dependerá de incentivos do governo.

O veículo, segundo o grupo franco-nipônico, é capaz de percorrer 160 quilômetros com uma carga na bateria e será vendido nos Estados Unidos por 25.280 dólares (44.543 reais).

Segundo Kassab, a prefeitura pretende encomendar um lote de veículos elétricos da parceria para ser entregue até o final deste ano. Os carros equipariam a frota da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade.

Kassab não informou quantos veículos a prefeitura pretende encomendar. Enquanto isso, representantes da prefeitura disseram que o acordo assinado nesta terça-feira representa um protocolo de intenções e que nenhum detalhe concreto foi acertado ainda.

O presidente da Renault para Brasil e Mercosul, Jean-Michel Jalinier, afirmou após a apresentação que a chegada do Leaf do país dependeria de incentivos do governo federal, como forma de equilibrar a diferença inicial do custo maior de produção dos veículos elétricos em relação aos movidos a gasolina, cuja escala é muito maior.

"Nos Estados Unidos, por exemplo, eles conseguiram equilibrar totalmente essa diferença", disse o executivo. Ghosn afirmou na apresentação que consumidores norte-americanos recebem incentivos de cerca de 7.500 dólares na compra de veículos elétricos.

Jalinier afirmou ainda que as vendas de veículos no mercado brasileiro surpreenderam a Renault no primeiro trimestre, obrigando a empresa a elevar suas estimativas de desempenho do setor para o fim de 2010 para o mesmo nível de venda esperado pela associação de montadoras, Anfavea.

"A economia está muito robusta, estávamos com estimativas um pouco abaixo da Anfavea porque não esperávamos o desempenho que o setor demonstrou no trimestre passado", disse o executivo.

A Anfavea prevê vendas 8,2 por cento maiores em 2010 ante 2009, encerrando o ano em 3,4 milhões de veículos.

(Por Alberto Alerigi Jr.; Edição de Carolina Marcondes)

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