Paris, 9 jul (EFE).- O grupo automobilístico francês Renault revisou hoje para baixo suas expectativas de crescimento das vendas para 2008, e as calculou entre 5% e 10%, contra os mais de 10% que tinha anunciado no início de ano.

"Há uma incerteza muito grande no setor", afirmou o diretor comercial da Renault, Patrick Blain, para justificar este nova previsão para 2008, após apresentar os resultados comerciais do primeiro semestre.

A Renault vendeu 1.325.504 carros em todo o mundo no primeiro semestre do ano, uma alta de 4,3% em relação ao mesmo período de 2007, apesar da estagnação na Europa, seu principal mercado.

As vendas da Renault na América Latina foram impulsionadas principalmente pelo Brasil, que praticamente dobrou seu número de veículos comercializados pela fabricante francesa, com 58.792 de automóveis negociados.

Blain comemorou os resultados no Brasil e afirmou que as vendas no país foram melhores do que o esperado.

A Renault registrou uma alta de 17,7% (136.849 automóveis) na América Latina, impulsionada ainda pela Argentina, com um crescimento de 8,3%, para 40.071 veículos.

No entanto, foram registradas baixas nas vendas de 23,2% na Colômbia (14.657 veículos), de 8,5% no México (8.003) e de 41,7% na Venezuela (6.414).

Na Europa, as vendas da fabricante sofreram uma leve queda de 0,5%, para 864.978 veículos, mas na França houve uma alta de 5,7%, para 366.478 automóveis.

As principais altas registradas na Europa ocorreram nos mercados da Alemanha, de 15% (88.295 de veículos), Holanda, de 17,9% (31.234), e Bélgica, de 11,7% (41.320).

As maiores quedas nas vendas da Renault aconteceram na Itália, de 12,2% (71.419 de veículos), e na Espanha, de 22% (82.461).

Na região Ásia-África, o aumento registrado foi de 25,4%, com 109.738 unidades, apesar da queda de 7,5% em seu principal mercado na região, a Coréia do Sul (52.559 de veículos).

Sobre o objetivo da Renault de aumentar as vendas em 800 mil veículos para 2009 em relação a 2005, Blain reconheceu que a probabilidade de alcançar esse número diminuiu no atual contexto do setor. EFE ac/mh

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