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Renault dispensa mil por cinco meses

SÃO PAULO - A indústria automobilística brasileira iniciou o ano insegura, apesar da recuperação das vendas em dezembro na comparação com novembro. Montadoras já começaram a anunciar novas medidas para reduzir a produção, além das férias coletivas dadas no fim do ano.

Agência Estado |

A Renault vai suspender por cinco meses os contratos de trabalho de mil empregados da fábrica de São José dos Pinhais (PR), o equivalente a 30% da mão-de-obra da marca francesa.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a medida vai evitar que esses funcionários sejam demitidos este mês, conforme ameaçava a empresa. No período que ficarem em casa, terão direito a bolsa de qualificação profissional, paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e ajuda compensatória da montadora, sem natureza salarial.

O valor somado equivale ao salário mensal do funcionário, conforme prevê a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A empresa confirmou a medida, mas não deu detalhes. Entre as fabricantes locais, a Renault foi a que obteve maior crescimento de vendas em 2008, de 56,4%, com 115,1 mil veículos.

A PSA Peugeot Citroën já havia anunciado, em dezembro, licença remunerada para 700 funcionários da fábrica de Porto Real (RJ)por três meses a partir de janeiro. Outros 2,6 mil empregados do grupo que estavam em férias coletivas retomaram atividades ontem.

De um total de cerca de 75 mil trabalhadores das montadoras que entraram em férias no fim do ano, aproximadamente 37 mil retornaram ontem. Os demais voltam nas próximas semanas. Os períodos de paradas no fim de 2008 foram superiores aos de anos anteriores.

Na fábrica da General Motors de Gravataí (RS), 5,2 mil operários que retornaram nesta segunda-feira vão trabalhar apenas dez dias e entrarão novamente em férias, por um mês. A unidade produz os modelos Celta e Prisma. Na filial de São José dos Campos (SP), 300 funcionários da linha de motores também ficarão em casa por mais um mês a partir do dia 12.

Executivos aguardam sinais do mercado para decidir sobre o ritmo de produção para o trimestre. "Acredito que a crise tem prazo definido para acabar, mas ainda teremos de esperar para decidir se vamos manter a fábrica operando em três turnos", diz o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.

Segundo ele, de janeiro a outubro as vendas da marca cresceram 32%, mas, em novembro e dezembro, caíram entre 10% e 15%. "A questão é saber como será em janeiro, fevereiro e março", afirma Cortes. Ele avalia que, sem as medidas de incentivo do governo na área de financiamento e corte de impostos, o mercado total de caminhões poderia cair até 10% no primeiro semestre. "Com as medidas, não deve cair tanto."

As montadoras venderam em dezembro 194,5 mil veículos, um aumento de 9,38% ante novembro, mas 19,7% menor que em dezembro de 2007. O setor encerrou 2008 com vendas de 2,82 milhões de veículos, 14,5% a mais que em 2007, ante uma previsão de crescer 24%. Para este ano, alguns executivos afirmam que vão se contentar com um empate.

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