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Remessa de dólares para os EUA cresceu 44%

Multinacionais americanas instaladas no País têm enviado dólares às sedes como nunca visto. A crise imobiliária nos Estados Unidos acelerou a transferência de recursos e o volume cresceu 44% no acumulado em 12 meses até junho.

Agência Estado |

Nesse período, US$ 9,5 bilhões trocaram o Brasil pela maior economia do mundo. Com tantas remessas, o País sobe no ranking dos que mais enviam receita às empresas nos EUA e já supera Japão, China, Rússia e Índia.

Levantamento do Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio dos EUA atualizado ontem revela que a transferência de receitas geradas pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) americanos no Brasil cresce em ritmo muito superior ao de outros mercados. Enquanto as remessas brasileiras saltaram quase 45%, o montante enviado pelo conjunto de todos os países à maior economia do mundo cresceu 15,5% no período. O valor remetido atualmente pelo Brasil é mais de dez vezes superior ao de pouco mais de cinco anos atrás. Em 2002, US$ 880 milhões saíram do País e rumaram para os EUA.

Pelo critério adotado pelo Departamento de Comércio dos EUA, são contabilizados os lucros, dividendos, retorno de investimentos e algumas operações intercompanhias. Por isso, o valor é maior que o divulgado pelo Banco Central do Brasil, que só calcula lucro e dividendo. Diante desse quadro, o Brasil é o 13º no ranking dos países que mais geram lucro aos investimentos americanos mundo afora. À frente do chamado Bric - grupo dos maiores emergentes, o País envia US$ 1 bilhão a mais que a China e três vezes mais que Índia e Rússia. Em 2004, o Brasil estava em 19º na lista. Desde então, ultrapassou o gigante asiático e países como a França e Espanha.

As transferências ganharam muita força desde o ano passado, com o início da crise no mercado de hipotecas americano em agosto. Com a desaceleração econômica, empresas têm enfrentado dificuldades - principalmente na construção civil e setores bancário e automobilístico - e, por isso, aumentam a exigência de recursos das subsidiárias que dão lucro, como as brasileiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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