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Relatório do BC mostra previsão negativa sobre taxa de câmbio

Rio de Janeiro, 22 set (EFE).- As principais instituições financeiras que operam no país elevaram sua previsão para a taxa de câmbio no mercado interno devido às recentes turbulências econômicas, segundo um relatório semanal divulgado hoje pelo Banco Central.

EFE |

A previsão é de que o dólar feche setembro a R$ 1,77, frente à cotação de R$ 1,65 estimada na semana passada, segundo a pesquisa Focus, elaborada pelo Banco Central entre as 100 principais entidades nacionais e estrangeiras que operam no Brasil.

Esta é a primeira pesquisa divulgada desde as fortes oscilações que sacudiram o mercado brasileiro, um dos mais atingidos entre os emergentes pela crise financeira global.

Os analistas prevêem que o dólar termine 2008 cotado a R$ 1,70, em comparação a R$ 1,65 calculado na semana passada.

Para o fechamento de 2009, a projeção foi elevada para R$ 1,77, frente à previsão de R$ 1,75 feita na semana passada.

Após um processo de revalorização perante o dólar que dura cinco anos, a moeda brasileira sofreu nos últimos dias as conseqüências da crise global e caiu em torno de 12% somente em setembro, fazendo com que a taxa de câmbio retornasse aos valores registrados no final de 2007.

Às 12h de hoje, o dólar comercial era negociado em forte baixa de 2,3% em relação ao fechamento de sexta-feira e a taxa de câmbio para a venda estava em torno de R$ 1,79.

Em suas projeções semanais, os agentes do mercado revisaram levemente para baixo a inflação prevista para este ano, de 6,26% na semana passada para 6,23%.

O relatório também mantém vivas as previsões de que o Banco Central manterá a tendência de alta das taxas de juros, para levá-las a 14,75% no final do ano, um ponto percentual acima da taxa vigente hoje.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os especialistas mantêm certo otimismo e calculam que a economia crescerá a uma taxa de 5,17% este ano, ligeiramente acima dos 5,01% esperados até a semana passada.

Para 2009, é previsto um arrefecimento do PIB, com um crescimento de apenas 3,6%, igual ao da semana passada.

Também esperam que o superávit comercial do país feche 2008 em US$ 23,73 bilhões, frente aos US$ 23,6 bilhões previstos anteriormente. EFE ol/ab/rr

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