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Relator decide até 4 de agosto se Dilma deve prestar esclarecimentos à Comissão de Ética

BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República designou o padre José Ernane Pinheiro para relatar o caso da denúncia da suposta interferência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na venda da Varig.

Valor Online |

O relator afirmou que irá analisar as matérias divulgadas pela imprensa a respeito do assunto para, depois, avaliar se a ministra deve prestar esclarecimentos à comissão na próxima reunião marcada para o dia 4 de agosto.

Vamos analisar todas as matérias que saíram oficialmente pela imprensa e, se for o caso, pedir mais informações para que a gente tenha condições de fazer um relatório. O pedido de informação não é automático, mas as matérias serão avaliadas o mais breve possível, afirmou Ernane Pinheiro.

A expectativa do relator é analisar o material em quatro dias, o que consistirá em uma avaliação sobre tráfico de influência e os encontros da ministra com o advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representante da VarigLog.

A ministra já admitiu ter se reunido duas vezes, em uma sala de reuniões no Palácio do Planalto, com o advogado Roberto Teixeira para tratar de questões relativas ao leilão da Varig.

A suposta interferência da ministra veio à tona por conta de declarações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu de que a ministra teria pressionado a agência a aprovar a venda da Varig para a VarigLog, comandada pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros.

A comissão é um órgão consultivo da Presidência da República, pode apenas sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanções a autoridades do primeiro escalão que tenham descumprido o Código de Conduta da Alta Administração Federal. A palavra final é do presidente. As punições vão desde advertência à demissão.

Na última reunião, no dia 29 de abril, a comissão pediu à ministra Dilma Rousseff esclarecimentos sobre o vazamento de informações do suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos e contas tipo B, motivada por ofício enviado pelos líderes no Senado do PSDB, Artur Virgílio (AM), e do DEM, José Agripino Maia (RN), em que pediam ao órgão da Presidência que examinasse a conduta da ministra no caso.

O presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, disse que as informações fornecidas pela ministra foram convincentes, o que significa arquivamento do pedido.

Não há base para que a comissão cogite aplicação de sanção, disse Sepúlveda Pertence.

(Agência Brasil)

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