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Relações comerciais puxam sinergia de R$ 4,5 bi entre VCP e Aracruz

SÃO PAULO - A fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP) vai gerar sinergias da ordem de R$ 4,5 bilhões para a companhia resultante da transação. Com estrutura avantajada, a empresa espera extrair ganhos maiores de suas relações comerciais, além de atuar na redução de custos fixos e variáveis.

Valor Online |

Do total esperado para as sinergias, que devem ser colhidas em até cinco anos, R$ 2,033 bilhões virão justamente das relações comerciais. O presidente da VCP, José Luciano Penido, explicou que, em razão de seu novo porte, a empresa resultante da fusão terá grande oportunidade de ampliar o leque de produtos e serviços oferecidos a cada cliente, o que poderá refletir em preços melhores. "Poderemos gerar valor para os clientes, que dividirão o ganho conosco", afirmou o executivo.

A segunda maior fonte de sinergias, que monta a R$ 1,053 bilhão, consiste na redução de custos variáveis, com destaque para a renegociação dos contratos existentes.

Outros R$ 448 milhões deverão ser colhidos com a diminuição das despesas gerais e administrativas, mais precisamente na racionalização de processos e da estrutura da companhia. Penido descartou, no entanto, qualquer possibilidade de demissões.

Há ainda uma sinergia de R$ 685 milhões atrelada aos projetos de investimento de VCP e Aracruz, além de R$ 245 milhões esperados em redução de despesas com vendas.

Juntas, VCP e Aracruz devem obter neste ano receita líquida de R$ 7 bilhões, um crescimento de 20,7% em relação a 2008, segundo projeções divulgadas pela empresa controlada pela família Ermírio de Moraes. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) deve passar de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,4 bilhões.

A VCP anunciou na manhã de hoje que chegou a um acordo para comprar a fatia de 28% das ações ordinárias da Aracruz detidas pelas famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga (do Icatu). O valor total a ser pago será de R$ 2,71 bilhões, em seis parcelas. A VCP tenta ainda comprar a parcela de 28% do capital votante que o Grupo Safra detém da Aracruz, nas mesmas condições.

O Grupo Votorantim, controlador da VCP, também possui 28% do capital da Aracruz.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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