Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Relação entre oferta e demanda deve manter alimentos em alta, diz BB

Brasília - A relação entre oferta e demanda manterá os preços dos alimentos nos níveis atuais, avaliou nesta terça-feira o gerente executivo da diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Márcio Montella, durante palestra num encontro técnico organizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele lembrou que os estoques de passagem de alimentos nunca estiveram em níveis tão baixos no mundo, situação que também é verificada no Brasil.

Agência Estado |

Montella lembrou ainda que a movimentação dos grandes fundos de investimento após a crise do sistema americano de financiamento imobiliário de baixa qualidade, o chamado subprime, levou muitos investidores, incluindo fundos de pensão, a investirem no mercado de commodities, o que acabou valorizando o preço dos alimentos no mercado mundial e, por reflexo, no Brasil.

O representante do Banco do Brasil explicou que esse movimento perdeu força nas últimas semanas. "Não podemos garantir que não haverá uma nova alta num efeito manada, mas o momento agora é de análise dos fatores tradicionais", disse, referindo-se ao quadro de oferta e demanda.

Oportunidade

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, também participou do encontro, e voltou a dizer que o aumento do preço dos alimentos é uma oportunidade para o Brasil.

O diretor lembrou que a meta do governo é recompor estoques em 2009. Para o programa de Aquisições do Governo Federal (AGF), serão alocados R$ 2,3 bilhões no próximo ano. Mais R$ 1,5 bilhão será destinado à equalização de preços.

Durante o encontro, o diretor apresentou um estudo do Ministério da Agricultura que indica que Brasil e Argentina contribuíram para reduzir o déficit mundial de alimentos no período de 2000/01 a 2007/08. No período, o déficit foi de 213,5 milhões de toneladas. "Não fosse o excedente de 415 milhões de toneladas do Brasil e da Argentina, o déficit mundial de alimentos seria muito maior, de 628,1 milhões de toneladas", afirmou.

Leia tudo sobre: alimentos

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG