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Rejeição do plano Paulson, o novo desafio para Obama e McCain

A rejeição inesperada na segunda-feira da Câmara de Representantes americana ao plano financeiro de urgência teve um impacto imediato sobre a campanha presidencial, forçando os candidatos a assumir a posição de líderes e a pedir que o Congresso para que se chegue a um acordo.

AFP |

Desde o desmoronamento nas últimas semanas de grandes atores financeiros americanos e da proposta do secretário do Tesouro Henry Paulson de desbloquear 700 bilhões de dólares para ajudar o setor, os dois candidatos John McCain e Barack Obama são julgados por suas reações a essa situação.

Os desdobramentos do plano Paulson, a menos que o Congresso consiga votar o texto, deverão ocupar um grande espaço no gabinete do próximo inquilino da Casa Branca.

"Democratas, republicanos, enfrentem o desafio e resolvam as coisas", lançou na segunda-feira durante um comício em Westminster (Colorado, oeste) o candidato democrata Barack Obama, referindo-se ao Congresso.

Obama se mostrou muito confiante ao assegurar que os membros do Congresso "ainda tentarão trabalhar nesse plano de resgate". "Confio no fato de que vamos chegar lá, mesmo se que seja um pouco difícil", declarou o senador pelo Illinois.

Diante da queda histórica da Bolsa de Nova York, que perdeu 6,71% na segunda-feira, quase 800 pontos em um só golpe, Obama pediu que não se ceda ao pânico: "É importante que os mercados se mantenham calmos, porque as coisas jamais são feitas sem discordâncias no Congresso, e que compreendam que isso vai ser feito".

"No momento, os líderes democratas e republicanos estão de acordo, mas os outros membros (dos partidos), ainda não. Haverá verificações e hesitações, de cima a baixo, antes que este plano de resgate soja adotado", previu.

John McCain, o candidato republicano, saía de um comício em Colombus (Ohio, norte) quando recebeu a notícia da rejeição do plano.

Uma hora e meia de avião mais tarde em Des Moines (Iowa, centro), ele reagiu diante da imprensa, com um tom um pouco mais preocupado do que o de seu adversário democrata: "Peço ao Congresso que retome o mais rápido possível, evidentemente, seus trabalhos para resolver esta crise".

"Falo a vocês em um momento de crise para a economia de nosso país com desafios que têm um imenso impacto dobre cada trabalhador americano ou proprietário de pequena empresa", declarou solenemente McCain.

"Esperamos de nossos líderes que eles deixem seu espírito partidário na porta e que se sentem à mesa para resolver nossos problemas", concluiu McCain, sem deixar de alfinetar seu adversário democrata que, com "seus aliados no Congresso", "estimulou um espírito partidário inútil para a evolução das negociações", segundo ele.

O novo episódio da crise financeira foi a oportunidade para McCain legitimar mais uma vez a decisão de suspender sua campanha na semana passada para ir a Washington com o objetivo de participar das negociações sobre o plano de resgate.

De acordo com um de seus principais conselheiros econômicos, Douglas Holtz-Eakin, que concedeu de uma entrevista coletiva por telefone, "McCain aceitou o desafio, suspendeu sua campanha e retornou a Washington com a intenção de dar aos americanos a ajuda da qual necessitavam".

A ausência de John McCain na campanha é certamente uma das causas da sua queda nas pesquisas. Pelo segundo dia consecutivo, a sondagem Gallup dava na segunda-feira uma vantagem de oito pontos para Obama (50%) nas intenções de voto sobre McCain (42%).

emp/dm

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