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Reino Unido proíbe posição vendida em ação de instituições financeiras

SÃO PAULO - Os investidores foram proibidos de montar novas operações vendidas em ações de instituições financeiras no Reino Unido, informou hoje a Financial Services Authority, entidade reguladora do mercado de capitais britânico. A regra vale a partir de da meia-noite de hoje no horário local de Londres.

Valor Online |

"Apesar de ainda considerarmos operações vendidas como técnicas legítimas de investimento em condições normais de mercado, as circunstâncias extremas atuais aumentaram a desordem do mercado. Como resultado, após uma reflexão cuidadosa, nós tomamos essa ação decisiva para proteger a integridade fundamental e a qualidade dos mercados e para nos precaver de uma maior instabilidade no setor financeiro", disse Hector Sants, executivo-chefe da FSA.

Quando apostam na queda de uma ação, os investidores podem alugar o papel de um outro aplicador e vendê-lo no mercado, com a expectativa de poder recomprá-lo no futuro a um preço menor, devolvendo a ação alugada e embolsando a diferença. Isso torna possível ao investidor ganhar dinheiro na Bolsa mesmo quando o preço das ações está caindo.

A medida da FSA é parecida com a que foi determinada ontem pela Securities and Exchange Commission (SEC), que não permite mais, a partir de hoje, que os investidores façam vendas a descoberto nos mercados norte-americanos. No caso da SEC, a limitação vale para todas as companhias abertas, mas a proibição se refere apenas à venda da ação quando o investidor não alugou o papel previamente.

No Reino Unido, a proibição vale para todas as posições vendidas, mas só com as ações das instituições financeiras. A regra vale até 16 de janeiro, mas poderá ser revista dentro de 30 dias. A FSA determinou ainda que, a partir de terça-feira, os investidores que tiverem posição vendida superior a 0,25% do total de ações de uma empresa terão que tornar esta informação pública.

"(Valor Online)"

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