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Reino Unido entra oficialmente em recessão após nova queda do PIB

Londres, 23 jan (EFE).- Pela primeira vez desde 1991, a economia britânica está oficialmente em recessão, após o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma queda de 1,5% no último trimestre de 2008, a maior diminuição em mais de 28 anos.

EFE |

Este é o segundo trimestre consecutivo de queda do PIB, o que confirma a recessão do Reino Unido, que sofre com a forte contração do setor industrial e do de serviços.

No terceiro trimestre de 2008, o PIB registrou uma contração de 0,6%.

Com os números divulgados hoje a economia britânica sofreu a contração mais importante desde 1980, quando o PIB chegou a cair 1,8% no segundo trimestre daquele ano.

Segundo o Escritório Nacional de Estatística (ONS, sigla em inglês), a queda do PIB nos três últimos meses de 2008 foi de 1,8% em comparação ao mesmo período de 2007.

O setor serviços, que representa três quartos da atividade econômica britânica, diminuiu 1% no quarto trimestre de 2008, o ritmo mais acelerado desde 1979.

No mesmo período, a produção industrial diminuiu 3,9%, a maior queda desde 1980, enquanto o setor de construção retrocedeu 1,1%.

Minutos após serem divulgados os números oficiais, a Bolsa de Valores de Londres registrava uma queda de 1,39%, enquanto a libra esterlina alcançava o valor mais baixo em 25 anos frente ao dólar (US$ 1,361 por uma libra).

A queda de 1,5% do PIB é superior ao calculado pelos analistas, que previam uma queda de 1,2%.

Os analistas temem que 2009 seja pior que 2008 e prevêem que a economia possa registrar uma contração de 2% a 3%, o que representaria a pior queda desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Para enfrentar a forte desaceleração da economia britânica, o Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica) realizou desde outubro passado vários cortes das taxas de juros, que se situam atualmente em 1,5%, o patamar mais baixo da história do banco emissor inglês.

Além disso, houve um forte aumento do desemprego, que atinge atualmente 6,1% da força de trabalho britânica, embora este número - correspondente ao período entre setembro e novembro - não inclua as pessoas que perderam o emprego em dezembro passado e durante janeiro.

O número do desemprego está atualmente no ponto mais alto desde 1997, quando os trabalhistas chegaram ao poder.

Os especialistas do City (centro financeiro londrino) não esperam um crescimento econômico até o primeiro trimestre de 2010, enquanto não descartam outro corte das taxas de juros, que podem chegar a 1% no próximo mês.

Alguns analistas inclusive prevêem que o Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica) corte a taxa de juros ainda mais, até situá-la entre 0,25% e 0,5% no segundo trimestre de 2009.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defendeu hoje a resposta do Governo ante esta recessão e disse que usa todas as ferramentas a seu alcance para combater a crise financeira.

Em declarações à "Radio 4" da "BBC", Brown disse que esta crise econômica é "diferente" das anteriores e que seu alcance dependerá de que haja uma cooperação efetiva em nível global.

"Cada recessão que atingiu o Reino Unido nos últimos 60 anos foi gerada pela inflação e foi em nível interno. Esta é uma situação completamente diferente. Isto resultou de uma crise bancária global", declarou o chefe do Governo.

O Governo está submetido a um "teste" por causa dos problemas econômicos, mas tem as soluções corretas, declarou Brown.

Além disso, o primeiro-ministro chamou de "ridículas" algumas sugestões do líder da oposição conservadora britânica, David Cameron, no sentido que a difícil situação financeira do Reino Unido pode forçar o país a solicitar ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), como aconteceu em 1976 durante o Governo do trabalhista James Callaghan.

Na última segunda, o Governo apresentou um plano de ajuda para os bancos britânicos para que estes possam começar a facilitar empréstimos para os negócios e as famílias.

Nos últimos meses, várias empresas no varejo foram obrigadas a fechar por causa da forte queda nas vendas, enquanto algumas companhias do setor automobilístico suspenderam por alguns meses a produção de automóveis. EFE vg/fal

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