O Reino Unido anunciou hoje um pacote de estímulo fiscal de 20 bilhões de libras (US$ 30,24 bilhões), na tentativa de amenizar a severa desaceleração econômica. Segundo o ministro das Finanças, Alistair Darling, o pacote equivale a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Darling anunciou também que o imposto sobre valor agregado será cortado dos atuais 17,5% para 15%. O corte na alíquota do imposto valerá de 1º de dezembro deste ano até o final de 2009.

O ministro informou ainda que tornará permanente o corte de impostos para 22 milhões de pessoas anunciado em maio. Para tentar acalmar as preocupações do mercado sobre as finanças públicas, ele disse que irá introduzir uma nova taxa de imposto de 45% sobre a alta renda, a partir de abril de 2011. Ele também elevará em meio ponto porcentual a contribuição dos empregadores na Previdência Social a partir de abril de 2011.

Além do anúncio do pacote, Darling informou novas projeções de crescimento do Reino Unido. Segundo ele, a economia irá se expandir 0,75% neste ano, ter contração de entre 0,75% e 1,25% em 2009 e voltar a crescer entre 1,5% e 2,0% em 2010. No orçamento de março, Darling esperava crescimento do PIB de 1,75% a 2,25% em 2008 e expansão de 2,0% a 2,5% em 2009.

Empréstimos

Darling disse que os empréstimos líquidos do setor público aumentarão para 78 bilhões de libras (US$ 118,04 bilhões) no ano fiscal 2008, que termina em março de 2009. Esse valor subirá para 118 bilhões de libras (US$ 178,6 bilhões) no ano fiscal 2009, cerca de 8% do PIB.

Segundo o ministro, os empréstimos cairão para 105 bilhões de libras (US$ 158,9 bilhões) em 2010, 87 bilhões de libras (US$ 131,67 bilhões) em 2011, 70 bilhões de libras (US$ 105,94 bilhões) em 2012 e 54 bilhões de libras (US$ 81,72 bilhões) em 2013.

"Medidas justas"

O governo do Reino Unido adotou "medidas justas e responsáveis" para proteger as famílias e as empresas da desaceleração econômica, afirmou Darling em seu comunicado do relatório pré-orçamento. Darling disse estar confiante de que a economia britânica está bem posicionada para uma recuperação e as medidas que ele detalhou irão assegurar que a recessão seja "mais curta e mais profunda do que seria o caso". Ele afirmou ainda que irá "assegurar finanças públicas sólidas no médio prazo, para que, como um país, possamos viver dentro de nossas possibilidades". As informações são da Dow Jones.

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