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Reguladores têm que intervir nos mercados financeiros, diz George Soros

Madri, 19 out (EFE).- Os reguladores estatais têm que intervir para controlar as bolhas criadas dentro de um sistema financeiro que desestabiliza a si próprio, afirma o economista americano George Soros em entrevista publicada hoje pelo jornal espanhol El País.

EFE |

Soros, de 78 anos e origem húngara, acha que a bolha imobiliária "não foi mais do que o estopim de uma coisa muito maior", gerada há mais de 25 anos, "criada pelo uso cada vez mais freqüente do crédito e do comodismo, combinado com a convicção de que os mercados corrigem a si mesmos".

O famoso especulador acrescentou que os Governos devem reconhecer que os mercados não corrigem a si mesmos, e como as bolhas são freqüentes no sistema, "os reguladores estatais têm que intervir para evitar que inchem demais".

Segundo Soros, há várias maneiras de "curar" a atual crise financeira nos Estados Unidos: o Estado precisa "recapitalizar o sistema bancário comprando ações dos bancos", é necessário retomar o empréstimo interbancário e o sistema hipotecário deve ser reformado minimizando as execuções e renegociando os empréstimos.

Os países europeus têm que solucionar a fraqueza do euro criando uma rede segura para seus bancos, e o Fundo Monetário Internacional (FM) "deve diminuir a vulnerabilidade dos países situados na periferia do sistema financeiro mundial, proporcionando a eles uma rede de segurança financeira", diz.

O economista acredita que as soluções para a crise financeira foram aplicadas tarde em seu país e que as autoridades "não prepararam um plano B".

No entender do investidor, foi a crise do Lehman Brothers que forçou o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, a mudar o esquema e resgatar a seguradora AIG, o que causou "a fuga precipitada nos mercados" no dia seguinte.

"No final, (as autoridades) recobraram os sentidos", e o Governo dos EUA comprou ações dos bancos "porque compreende que o sistema financeiro está à beira do colapso", acrescentou em sua radiografia da crise.

Soros acredita que os EUA já perderam sua influência econômica mundial, uma vez que consomem mais do que produzem. Além disso, está convencido de que a China irá tomar posse de uma parte do mundo, pois transformará suas reservas de dólares e de bônus públicos americanos em bens imobiliários.

O economista conclui que as distorções dos mercados podem afetar os fundamentos da economia porque a "euforia pode fazer com que o preço das casas e das empresas de internet subam", enquanto "o pânico pode fazer bancos sólidos se abalarem". EFE jma/wr/sc

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