Washington, 18 fev (EFE).- A Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês) admitiu hoje que desconhece o paradeiro do multimilionário texano Robert Allen Stanford, acusado de operar um fundo de investimentos fraudulento no valor de US$ 8 bilhões.

Na terça-feira, a SEC anunciou que tinha apresentado acusações contra Stanford, cujos escritórios em Houston, no Texas, foram revistados, mas hoje reconheceu que não conhece o paradeiro do multimilionário.

Stanford, que no ano passado foi considerada a 605ª pessoa mais rica do mundo pela revista "Forbes", tem escritórios em Panamá, Venezuela, México, Equador, Peru e Colômbia, e possui também seis aviões privados, segundo a imprensa local.

A SEC o acusa de enganar os investidores, aos quais vendeu títulos de renda fixa conhecidos como certificados de depósito com taxas de juros "improváveis e não justificadas".

Para tornar o investimento atraente, o Banco Internacional Stanford, com sede em Antígua, elaborou uma trama de mentiras, segundo a SEC.

Stanford disse que tinha alcançado uma rentabilidade de dois dígitos nos últimos 15 anos, e garantiu às vítimas que os depósitos eram seguros, pois investia principalmente em ativos financeiros "líquidos", o que era mentira, de acordo com a Comissão.

Quando os investidores ficaram nervosos com a descoberta da fraude supostamente realizada por Bernard Madoff, o Banco de Stanford informou que não tinha qualquer investimento "direto ou indireto" nos fundos do financista.

No entanto, a instituição já tinha perdido US$ 400 mil na trama de Madoff, segundo a SEC. EFE cae/db

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