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Regaste dos bancos norte-americanos prevê a criação de fundo público-privado

WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, deve em seu discurso, previsto para esta terça-feira, que o Departamento do Tesouro, em conjunto com o Federal Reserve (O Banco Central norte-americano) e a agência federal de garantia de depósitos bancários (FDIC), trabalha para lançar um fundo de investimento público-privado que ajudará a avaliar os ativos das instituições financeiras . Este programa irá oferecer capital e financiamento do governo para alavancar o capital privado e fazer com que os mercados trabalhem novamente para os empréstimos e ativos que agora pesam em todo o sistema financeiro, segundo trechos divulgados do pronunciamento.

Redação com Agência Estado |

 

"Ao oferecer o financiamento que os mercados privados não podem oferecer agora, isso ajudará a iniciar um processo de criação de um mercado para os ativos relacionados ao setor imobiliário que estão no centro da crise", acrescenta.

O objetivo da administração "é usar o capital privado e gestores de ativos privados para ajudar a fornecer um mecanismo de mercado para avaliar os ativos", continua Geithner no trecho divulgado do discurso.

O chefe do Tesouro deve afirmar que nenhum plano de recuperação financeira pode ter sucesso sem reiniciar os mercados de securitização para empréstimos sólidos oferecidos a consumidores e empresas.

"Este é um desafio mais complexo do que qualquer outro que o nosso sistema financeiro tenha enfrentado, exigindo novos sistemas e atenção persistente para solucioná-lo", afirma Geithner no discurso preparado. "Mas o presidente (dos EUA, Barack Obama), o Tesouro e todo o governo estão comprometidos com isso, pois sabemos quão diretamente o futuro da nossa economia depende disso."

Em declarações na manhã desta terça-feira, Geithner deixou claro que pretende atrair investidores dos mercados de fundos "hedge", de investimentos e do sistema de seguradoras. O foco é atrair esse capital à compra de ativos de risco, principalmente aqueles formados pelo setor hipotecário (subprime).

Além disso, o secretário criticou a atual postura dos gestores dos  bancos norte-americanos, que, segundo ele, parecem trabalhar contra a recuperação da economia local. "Uma "dinâmica que precisa mudar".

Balanços

Os esforços até o momento para impulsionar o setor financeiro foram "inadequados" e o governo dos Estados Unidos precisa agora se concentrar em maneiras de ajudar o balanço dos bancos a ficar mais forte, avalia um segundo trecho do discurso já revelado.

"Vamos exigir que as instituições bancárias passem por um teste de estresse abrangente, para usar o termo médico", diz o discurso de Geithner. "Queremos os balanços deles mais limpos e mais fortes. E vamos ajudar neste processo oferecendo um novo programa de suporte de capital para as instituições que precisarem."

Ele afirma ainda no discurso que qualquer capital que o governo injetar nos bancos virá com condições. O governo quer assegurar "que cada dólar de ajude preserve ou gere capital de empréstimo acima do nível que seria possível na ausência do apoio do governo", diz.

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