Ribeirão Preto, 26 - Após uma série de polêmicas nos dois últimos anos, que incluiu possível mudança de local e ainda o boicote das grandes montadoras, a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) começa hoje, em Ribeirão Preto (SP), com a expectativa de retomar a força política, como fórum de debate dos principais temas do agronegócio, e em um cenário econômico positivo. A Agrishow, que segue até sexta-feira, foi completamente reformulada em 2010, com a mudança da planta de exposição estática, o que proporcionou o crescimento de 50% da área destinada às máquinas e implementos agrícolas.

Ribeirão Preto, 26 - Após uma série de polêmicas nos dois últimos anos, que incluiu possível mudança de local e ainda o boicote das grandes montadoras, a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) começa hoje, em Ribeirão Preto (SP), com a expectativa de retomar a força política, como fórum de debate dos principais temas do agronegócio, e em um cenário econômico positivo. A Agrishow, que segue até sexta-feira, foi completamente reformulada em 2010, com a mudança da planta de exposição estática, o que proporcionou o crescimento de 50% da área destinada às máquinas e implementos agrícolas. As discussões políticas devem se intensificar com a expectativa das visitas dos dois principais pré-candidatos à Presidência da República - José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Se forem confirmadas, será a primeira vez, desde 2002, que dois possíveis presidentes do Brasil estarão na Agrishow em um mesmo ano. À época, o próprio Serra e o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva estiveram na feira. Em 2006, apenas Geraldo Alckmin, então candidato tucano, apareceu. Em meio a uma crise agrícola, Lula evitou visitar a Agrishow, como tem feito desde 2004. A Agrishow 2010 marca ainda a retomada da transferência provisória do gabinete do ministro da Agricultura para Ribeirão Preto, prática criada por Roberto Rodrigues, titular da pasta entre janeiro de 2003 e junho de 2006. O sucessor de Rodrigues, Luís Carlos Guedes Pinto, ficou no cargo por oito meses, tempo insuficiente para visitar a feira e Reinhold Stephanes fez apenas visitas rápidas durante os três anos em que foi ministro. Stephanes, aliás, será homenageado na edição deste ano pelos organizadores pela contribuição dada ao agronegócio. O atual titular da pasta, Wagner Rossi, que reside em Ribeirão Preto, despachará na feira hoje, amanhã e também na sexta-feira, quando acompanhará a visita de um grupo de embaixadores. Além de recuperar o prestígio político, a edição deste ano deve registrar vendas de máquinas e implementos nos mesmos níveis de 2008, com o retorno de montadoras como AGCO, CNH, John Deere, todas filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No ano passado, todas boicotaram a feira e usaram a crise econômica como motivo oficial para a ausência, apesar de o descontentamento sobre o futuro incerto do local de realização da feira ter sido decisivo. Com isso, os negócios, que movimentaram R$ 860 milhões em 2008, caíram para R$ 680 milhões no ano passado. A Agrishow deve receber, até sexta-feira, 140 mil visitantes, 4 mil estrangeiros. São 730 expositores, de 45 países, que utilizarão uma área de 360 mil metros quadrados, além de 800 demonstrações de campo das máquinas e equipamentos. Na "nova" Agrishow, como alguns organizadores chamam a feira, foram investidos R$ 13 milhões em obras e infraestrutura, que incluíram a nova planta, nova rede elétrica e novos acessos e estacionamentos.

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