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Reforma do sistema financeiro e livre-comércio são os dois desafios de Obama

A reforma do sistema financeiro internacional será um dos principais desafios do presidente eleito Barack Obama, num momento em que o mundo espera uma atitude mais cooperativa dos Estados Unidos, abalada por sua pior crise econômica desde 1929.

AFP |

A crise financeira americana atingiu toda a economia mundial, e os dirigentes americanos são submetidos a fortes pressões de seus parceiros para participar de uma redefinição das regras da economia internacional.

Os europeus, que se consideram vítimas de uma crise provocada pelo sistema bancário americano, esperam muito do futuro persidente, depois de terem criticado o unilateralismo do governo de George W. Bush.

Durante sua campanha, o presidente eleito deu a entender que apostaria mais na opção do multilateralismo do que o republicano Bush.

"Nossos mercados financeiros são tão conectados que não podemos atuar sozinhos", afirmou.

Em declarações à AFP, Joseph Stiglitz, professor de economia na universidade de Columbia, em Nova York, e Prêmio Nobel de Economia, previu "uma mudança de filosofia em relação à administração de Bush", que "não sabia gerenciar a crise" e "rejeitou com violência a opção do multilateralismo".

A eleição de Obama "alimenta esperanças em vários países", mas "não é suficiente para resolver os problemas", avisou Stiglitz. "Ela apenas proporciona a oportunidade de fazê-lo", destacou.

Para Jean-Marc Lucas, especialista em economia americana do banco BNP-Paribas, o programa econômico de Obama "é pouco preciso", e "é difícil ter uma idéia clara do que ele vai fazer".

Os europeus querem um cronograma de discussões internacionais acelerado para limitar o impacto da crise no emprego ou no poder aquisitivo.

Alguns países, entre eles a França, atual presidente da União Européia, desejam a criação de uma instância de supervisão mundial dos mercados, uma idéia que não entusiasma os americanos.

Uma cúpula do G-20 sobre este tema está prevista para o dia 15 de novembro em Washington.

"Todo mundo espera uma maior vontade de cooperação. Não acredito na instauração de um sistema de supervisão mundial, mas é possível que instâncias como o Fundo Monetário Internacional (FMI) também sejam encarregadas da promoção da estabilidade financeira", comentou Jézabel Couppey Soubeyran, conferencista da Universidade Paris I Panthéon-Sorbonne.

Apesar de Barack Obama ter dado a entender que será mais favorável que Bush às negociações internacionais sobre o aquecimento global, alguns economistas temem uma recrudescência de protecionismo, "ainda mais em período de crise", frisou Agnès Benassy Quéré, presidente do Centro de Estudos Prospectivos e de Informações Internacionais (CEPII).

No início da campanha, o futuro presidente criticou o Acordo de livre-comércio norte-americano (NAFTA), que associa Estados Unidos, México e Canadá, considerando que "não é justo" para os Estados Unidos e que deveria conter medidas para defender melhor o meio ambiente e os trabalhadores americanos.

Lucas admitiu que Obama "parece ser menos favorável ao livre-comércio que o republicano John McCain".

"Ele poderá ser mais difícil no âmbito das negociações comerciais", sobretudo na Organização Mundial do Comércio (OMC), considerou.

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