Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Reforma da Previdência depende de Lula, diz Giambiagi

SÃO PAULO - Independentemente da crise nos mercados mundiais, o momento atual no Brasil é muito propício para que se leve adiante uma reforma mais profunda na Previdência Social, disse hoje o chefe do departamento de risco do mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fábio Giambiagi. Segundo ele, o principal motivo para isso é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Valor Online |

"Em nenhum momento o Brasil terá no comando uma pessoa com a capacidade de comunicação e de convencimento que tem o presidente Lula", afirmou. Para Giambiagi, não é possível saber se o presidente tem intenção de conduzir essa reforma, mas acredita que ele é hoje a única liderança política no cenário nacional com cacife para conduzir a reforma tida como extremamente necessária pelo representante do BNDES.

"Nenhum líder político hoje e no futuro previsível teria capacidade de convencimento e a popularidade que permitisse a queima de um pouco de capital político - o que é inevitável - para levar as reformas adiante", afirmou o executivo. Ele concluiu, ainda, que caso Lula não tenha disposição para assumir o processo, "em 2030 ainda se estará discutindo a necessidade de uma reforma".

Rebatendo pergunta sobre se o Brasil deveria adotar o sistema de previdência em vigor no Chile, que é praticamente todo privatizado, Giambiagi afirmou que não acredita que o modelo sobrevivesse no país à primeira crise dos mercados. "Não vejo, no Brasil, condições psicológicas e culturais para que alguém com uma aposentadoria de R$ 2 mil suporte tranqüilamente uma redução no seu benefício por conta de uma queda nos mercados", afirmou.

Para ele, o que seria viável no Brasil seria uma modificação das regras atuais, eliminando, por exemplo, a aposentadoria por tempo de serviço, além de modificar os parâmetros para a concessão de benefícios. "Se hoje é difícil aprovar a proposta de idade mínima de 65 anos para aposentadoria de mulheres, imagina então privatizar - como é conhecido no popular - toda a previdência. Isso seria praticamente impossível", disse.

Giambiagi participou de fórum sobre Previdência, que acontece nesta terça-feira em São Paulo.

(José Sérgio Osse | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG