F - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Refletindo fraco desempenho econômico, DIs têm forte queda na BM F

SÃO PAULO - O fraco desempenho da indústria automotiva abriu espaço para que os contratos de juros futuros retomassem a trajetória de queda interrompida na sessão de ontem e passassem a precificar Selic abaixo de 12% no encerramento de 2009. Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava baixa de 0,19 ponto percentual, para 11,87%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,20 ponto, a 11,95%, e janeiro 2012 apontava 12,07%, queda de 0,21 ponto.

Valor Online |

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,06 ponto percentual, para 13,17%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,17 ponto, projetando 12,43% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 597.930 contratos, equivalentes a R$ 53,89 bilhões (US$ 24,31 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 277.050 contratos, equivalentes a R$ 24,82 bilhões (US$ 11,19 bilhões).

De acordo com o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, as curvas mostram a consolidação das apostas em torno da redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de 21 de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom). "A surpresa agora seria uma redução maior que 0,5 ponto."
Segundo o especialista, é razoável estimar ao menos mais 3 reduções de mesma magnitude na Selic. "Ainda é cedo para imaginar que o Banco Central vá muito além disso", diz o especialista.

O quadro de acentuada desaceleração econômica ganhou novo contorno depois que a Anfavea anunciou queda de 47,1% na produção de veículos em dezembro, na comparação com mês anterior. Sobre igual período de 2007, a retração foi ainda maior, de 54,1%.

Com esse fraco desempenho do setor, Teles aponta que a produção industrial de dezembro deve ser afetada negativamente. Mas o economista ressalta que esses dados têm que ser observados com cuidado, pois a indústria como um todo, não só a automotiva, passa por um momento de ajuste nos estoques, ou seja, em algum momento, a produção deve ter alguma recuperação.

"Teremos dados negativo que, se não forem analisados com cuidado, podem levar a expectativas muito ruins de crescimento. Muito do que acontece agora é ajuste de estoques", avalia.

Ainda de acordo com o economista, a retração do setor automotivo vai contribuir para um resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano. A previsão é de retração de 1,5% sobre o terceiro trimestre. Para o primeiro trimestre de 2009, não é possível afirmar que o resultado será negativo, mas o crescimento deve oscilar próximo de zero.

Além da atividade recuando, Teles lembra que a inflação também apresenta comportamento favorável, o que facilita o trabalho da autoridade monetária.

Amanhã, será apresentado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro. Teles estima alta de 0,30% no mês, com a inflação oficial fechando 2008 em 5,9%. Se isso ocorrer, será uma grande vitória, segundo o economista, pois poucos meses atrás existia a possibilidade de a inflação estourar o teto da meta, fixado em 6,5%.

O Tesouro Nacional realiza leilão para a venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG