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Referência anual para preço do minério acabou, diz vale

Diante de críticas de executivos das siderúrgicas chinesas, o diretor para marketing, pesquisa e desenvolvimento da Vale, Pedro Gutemberg, declarou que o sistema de preços de referência anual para o minério de ferro acabou. "Nós decidimos que o sistema de referência acabou para nós, portanto não há necessidade de tornar públicos nossos acordos bilaterais com clientes", disse em conferência do setor, destacando o modelo trimestral.

AE |

Diante de críticas de executivos das siderúrgicas chinesas, o diretor para marketing, pesquisa e desenvolvimento da Vale, Pedro Gutemberg, declarou que o sistema de preços de referência anual para o minério de ferro acabou. "Nós decidimos que o sistema de referência acabou para nós, portanto não há necessidade de tornar públicos nossos acordos bilaterais com clientes", disse em conferência do setor, destacando o modelo trimestral. "O sistema de referência não sobreviveu a um sério teste no ano passado. Algo diferente deve ser feito (em termos de preços)", disse. "Nós não queremos uma confrontação sem fim." Feita em meio a informações de que a Vale fechou seu primeiro lote de acordos com siderúrgicas japonesas e sul-coreanas, a declaração põe a mineradora brasileira junto com a anglo-australiana BHP Billiton. As duas companhias estão à frente de uma campanha contra o formato de preços de referência anuais em favor de um sistema que reflita melhor os movimentos de preço do mercado. Aceitação. A Vale ainda está negociando com clientes o sistema trimestral, segundo Gutemberg. No entanto, o executivo afirmou que a companhia tem encontrado um "alto nível de aceitação" entre os consumidores e acredita que suas propostas terão sucesso. A BHP Billiton informou ontem que chegou a acordos sobre preços de curto prazo em contratos de minério de ferro com um número significativo de clientes na Ásia, que antes tinham os preços estabelecidos anualmente. Na semana passada, a Rio Tinto também disse que vai usar uma série de mecanismos de preços diferentes para vender seu minério de ferro no futuro. No entanto, a "confrontação sem fim" pareceu continuar hoje na conferência promovida pelo Metal Bulletin, na qual Gutemberg fez as declarações, enquanto um executivo da Associação de Mineração da China publicamente criticou os movimentos das mineradoras. "Tem de haver um preço razoável", disse Wu Rongqing, engenheiro-chefe da associação. "Se as mineradoras tiverem todo o lucro, o que nossas siderúrgicas farão?" Jia Yinsong, autoridade do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, afirmou que a China "definitivamente apoia o sistema de preços de referência (existente)", e que as demandas das mineradoras "não são transparentes e não representam os fundamentos dos mercados". Acordo provisório. A siderúrgica japonesa Sumitomo Metal Industries chegou a um acordo provisório com a Vale para aumento de quase 90% nos preços do minério de ferro no período entre abril e junho deste ano, segundo pessoas próximas à negociação. A Sumitomo se junta à japonesa Nippon Steel e à sul-coreana Posco, que compram minério conjuntamente e também chegaram a um acordo prévio com a Vale. O aumento será na mesma proporção (90%), para entre US$ 100 e US$ 110 por tonelada. Embora os acordos provisórios tenham sido fechados, as negociações entre a Vale e as siderúrgicas continuam. Ainda segundo fontes, as japonesas não chegaram a um acordo com a BHP Billiton.
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