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Redução de IPI estanca queda das vendas de veículos no mês

SÃO PAULO - As vendas de automóveis e comerciais leves no país atingiram 2.634.

Valor Online |

455 unidades de janeiro até o dia 24 deste mês, superando em 27,4% o total de 2007, quando foram comercializadas 2.067.323 unidades. E segundo representantes da indústria automobilística, as medidas anunciadas pelo governo federal estancaram a queda das vendas de novembro para dezembro.

Conforme os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), até a primeira quinzena de dezembro, as vendas estavam em queda de 3,6% na comparação com igual período do mês anterior. Neste intervalo, a média diária de comercialização de automóveis e comerciais leves estava em torno de 7 mil unidades. Agora, após as medidas de estímulo adotadas pelo governo desde o dia 11, houve uma recuperação e o patamar médio diário de vendas bateu 8.050 veículos.

Até o dia 24, foram comercializados 144.775 veículos, o que significa uma ligeira alta de 0,8% sobre os mesmos 18 dias úteis do mês anterior. De acordo com um porta-voz de uma montadora, não fossem as reduções de impostos, as vendas seguiriam declinantes durante o mês.

A redução do IPI foi repassada diretamente ao consumidor já no segundo fim de semana do mês. As montadoras também aproveitaram o pacote para atrair mais clientes aos feirões realizados até o fim de semana do dia 20.

No pacote anunciado pelo governo federal, a alíquota do IPI para carros com motor até 1.0 caiu de 7% para zero. Nos veículos que utilizam a gasolina como combustível e possuem motorização entre 1.1 e 2.0, o imposto foi reduzido de 13% para 6,5%. Já nos carros flex, a alíquota caiu de 11% para 5,5%. Acima destas motorizações, a carga do IPI ficou igual: 25% (gasolina) e 18% (flex).

No caso das picapes leves (motor até 1.0), a alíquota caiu de 8% para 1%. Para as picapes com motores entre 1.1 e 2.0, o imposto foi reduzido de 8% para 4%. O governo federal também estendeu as medidas aos caminhões, zerando a alíquota de IPI (antes de 5%) até o fim de março do ano que vem. Além do IPI, houve redução de 3,38% para 1,88% na carga do IOF.

(Guilherme Manechini | Valor Econômico )

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