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Redução de crédito internacional afetará o Brasil, diz Ativa

O economista-chefe da Corretora Ativa, Arthur Carvalho Filho, prevê um cenário de muita dificuldade para as empresas brasileiras que precisarem de crédito no curto prazo. O agravamento da crise financeira vai resultar em uma restrição ainda maior da oferta de crédito internacional, o que terá impacto também para o Brasil.

Agência Estado |

Segundo ele, os dados do Banco Central mostram que cerca de US$ 15 bilhões em dívidas privadas estão vencendo até dezembro. "A sorte é que as empresas brasileiras estão capitalizadas, o que pode não comprometer os planos de investimentos. Mas, quem precisa rolar dívida agora vai sofrer", disse.

Carvalho Filho acredita que as reservas internacionais e o fluxo comercial positivo do Brasil colocam o país em uma situação relativamente confortável para enfrentar o atual período de aperto monetário. O medo, segundo ele, é o quadro piorar ainda mais. Isto porque, o Brasil vai precisa atrair recursos externos para conseguir fechar suas contas. O economista calcula que o déficit em conta corrente em 2009 será de US$ 33 bilhões.

Já o sócio da área de Mercados de Capitais do Mattos Filho Advogados, José Eduardo Carneiro Queiroz, é ainda mais cauteloso ao falar sobre o impacto da crise sobre os planos de financiamento e investimentos das empresas. "É inexorável que vai ter impacto. (...) Essa é uma crise grande, que vai atrapalhar", disse. Segundo ele, vai ser difícil se repetir nos próximos meses as cifras recordes de fusões e aquisições registradas ao longo do primeiro semestre. Mas, ele lembrou que como existem empresas capitalizadas, esse grupo pode enxergar boas oportunidades agora que o preço dos ativos ficou mais barato.

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