SÃO PAULO - O fracasso do governo americano em aprovar na Câmara dos Deputados o plano de US$ 700 bilhões contra a crise financeira derrubou os preços do petróleo em mais de US$ 10 por barril, levando os contratos mais líquidos de Nova York e Londres a fechar abaixo de US$ 100. O contrato de WTI negociado para o mês de novembro em Nova York encerrou o pregão a US$ 96,37, com queda de US$ 10,52. O contrato para o mês seguinte declinou US$ 10,09, a US$ 96,09.

Em Londres, o barril de Brent para novembro fechou a US$ 93,98, com desvalorização de US$ 9,56. O vencimento de dezembro caiu US$ 9,22, para US$ 95,37.

As cotações do produto afundaram nesta tarde após os congressistas dos EUA barrarem o socorro de US$ 700 bilhões para estacar a crise bancária no país. A interpretação dos agentes é que tal problema vai afetar ainda mais a economia real e prejudicar o consumo dos americanos, reprimindo significativamente a demanda por energia e combustíveis.

A avaliação dos analistas é de que o produto não se sustenta valendo mais de três dígitos em um cenário de recessão nos Estados Unidos. O mercado trabalha com um piso de US$ 90 para os contratos de petróleo no curto prazo, mas o barril pode cair abaixo disso nos próximos meses. Nem mesmo especulações para ganhos de curto prazo seguraram a cotação do produto. Segundo agentes, os investidores estão saindo de todos os ativos, exceto do ouro.

(Valor Online, com agências internacionais)

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