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Londres - O crescimento da economia britânica será frágil nos próximos meses e a recuperação não será grande até meados de 2011, assinalou nesta segunda-feira a Confederação da Indústria Britânica (CBI, sigla em inglês).

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A fraqueza do crescimento este ano responderá à supressão de medidas de estímulo da economia como a redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e o programa para facilitar a compra de um veículo novo, enquanto haverá uma redução da despesa dos consumidores perante a incerteza sobre o mercado de trabalho, acrescentou a CBI.

O janeiro passado o IVA voltou a situar-se em 17,5% após permanecer um ano em 15%, enquanto que nos próximos meses terminará o programa de ajuda ao setor do motor através da entrega de 2.280 euros a quem tenha um veículo velho para que possa comprar um novo.

Segundo a CBI, o crescimento econômico ficará entre 0,3% e 0,4% nos dois primeiros trimestres de 2010, seguido de um crescimento de 0,5% na segunda metade do ano.

O crescimento vai se acelerar em 2011 por causa de uma maior demanda global, mais despesas do consumidor e o investimento das empresas.

A CBI também estima que o Banco da Inglaterra (que mantém as taxas de juros no histórico nível de 0,5%) começará a subir o preço do dinheiro no terceiro trimestre deste ano até situá-lo em 2% no final de 2011.

O diretor-geral da Confederação Indústria Britânica, Richard Lambert, disse que a perspectiva econômica está melhorando, mas ainda haverá meses difíceis pela frente.

"A CBI espera que a recuperação em 2010 seja lenta e frouxa, com poucos sinais de uma força real até o começo do próximo ano", especificou Lambert.

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