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Recuperação da Bolsa pode levar de 4 a 15 anos

O mergulho do Índice Bovespa de maio para cá resultou em uma queda que entrará para os livros como a quarta maior da história do indicador, criado em 1968.

Agência Estado |

O Ibovespa despencou 49,3% desde que atingiu o pico de 73.516 pontos, no dia 20 de maio.  O tamanho do tombo não era previsto nem pelo mais pessimista dos analistas e, por isso, pegou a maioria dos investidores, principalmente as pessoas físicas, desprevenidas.

O professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) Simão Silber lembra que, nesses 40 anos de vida, o Ibovespa teve quatro grandes ondas de alta, sucedidas por quatro grandes quedas, sendo a última a dos dias de hoje.

Olhando com atenção o gráfico histórico do Ibovespa, observa-se que foram necessários, no mínimo, quatro anos para que o indicador se recuperasse de um tombo dessa magnitude. O período mais longo, de quase 15 anos, foi entre 1971 (logo depois que o brasileiro "descobriu" a bolsa) e 1986, na época do Plano Cruzado.

As perspectivas de recuperação da forte queda de 2008 são incertas. Ninguém se arrisca a estimar um período. O que se sabe é que o movimento foi detonado por uma crise externa. Isso o difere dos anteriores. Em 1971, havia claramente uma bolha provocada pelos investidores locais.

A retomada foi atrasada por várias crises: do petróleo, da dívida e da inflação alta nos EUA, entre outros fatores. O mergulho entre 1986 e 1998 também foi provocado por questões nacionais - o fracasso do cruzado. A desvalorização do real, em 1999, derrubou o Ibovespa novamente, que só se recuperou plenamente em 2003. Ali se iniciou o mais longo período de alta da bolsa brasileira, encerrado em maio deste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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