Tamanho do texto

BRASÍLIA - O Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira que o programa de recompra antecipada da dívida externa gerou uma economia de US$ 10,9 bilhões entre janeiro de 2007 e junho deste ano. O valor equivale à redução no fluxo de juros que seriam pagos pelos títulos (global bonds) até 2040, sendo que apenas no primeiro semestre do ano a economia foi de US$ 1,5 bilhão.

Nos 18 meses até junho foram resgatados títulos externos com valor de face de US$ 6,038 bilhões. Já neste ano, a dívida resgatada tinha valor de face de US$ 680,6 milhões. No entanto, o custo efetivo da recompra ficou em US$ 899,7 milhões, ou seja, o Tesouro pagou mais caro do que o custo na emissão dos papéis.

O coordenador-adjunto de operações da dívida pública, Fernando Garrido, explicou que o desembolso financeiro superior é compensado pelos ganhos com os juros que o Tesouro deixará de pagar até o vencimento dos papéis.

Ele justificou que os volumes da recompra têm caído bimestre a bimestre, desde 2007, por uma razão simples: à medida que há menos títulos brasileiros em mercado, a demanda, naturalmente, é menor.

O estoque da dívida externa saiu do equivalente a R$ 108,88 bilhões em dezembro de 2007 para R$ 96,11 bilhões em junho último.

Garrido disse ainda que o programa do Tesouro mantém a oferta de recompra de títulos emitidos em dólares até o último vencimento em mercado, que é 2040. A exceção são os Globals 2017 e 2037, que são os de maior liquidez e objeto de reaberturas.

Ele ressaltou que as recompras de maio e junho, com valor de face em US$ 157,3 milhões, ainda não tiveram impacto no abatimento do estoque da dívida externa, pois o cancelamento dos papéis ainda está em curso.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.