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Recessão segue pressionando confiança do empresário japonês

Por Shigeo Kodama e Tetsushi Kajimoto TÓQUIO (Reuters) - A confiança entre os empresários manufatureiros do Japão permanece próxima a mínimos históricos e a confiança do setor de serviços caiu ao patamar mais baixo em todos os tempos, em um momento em que a economia entra mais fundo na recessão, mostra uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira.

Reuters |

A queda na confiança do setor de serviços sinaliza que a segunda maior economia do mundo, já abatida por um declínio nas exportações, também está perdendo apoio da demanda doméstica.

Os resultados de fevereiro da Reuters Tankan, uma pesquisa mensal que acompanha a pesquisa trimestral do Banco do Japão, também mostram que a maioria das empresas permanece pessimista sobre cenário dos próximos três meses, apesar de companhias manufatureiras e do setor de serviços esperarem uma leve melhora.

A pesquisa indica nova grande contração da economia do Japão e foi divulgada um dia após o governo ter informado que o Produto Interno Bruto (PIB) teve a maior queda trimestral desde a primeira crise do petróleo, em 1974.

"A demanda por carros japoneses, aparelhos digitais elétricos e maquinário foram as mais atingidas pelo declínio global no consumo de produtos de alto preço e investimentos, e a queda vai se prolongar", disse Azusa Kato, economista do BNP Paribas.

"Isso abala qualquer expectativa por uma recuperação impulsionada pelas exportações para o Japão em um futuro previsível."

Kato espera que a economia encolha 11,3 por cento no primeiro trimestre, se a produção industrial cair mais 20 por cento -- como esperado pelas empresas -- e que continue tendendo à recessão até o período entre abril e junho de 2010.

Para ilustrar a fraqueza dos investimentos, que foram a principal razão por trás do crescimento com base nas exportações dos anos recentes, a pesquisa mostrou que aproximadamente dois terços das empresas pesquisadas estimam uma queda nos recursos a serem investidos no ano fiscal a partir de 1 abril.

A pesquisa Reuters Tankan com 400 grandes empresas, das quais 214 responderam, mostra que a confiança dos empresários subiu dois pontos, para menos 74, em fevereiro, ante menos 76 em janeiro, que foi a leitura mais baixa desde que a pesquisa começou, em junho de 1998.

A confiança fora do setor manufatureiro piorou oito pontos, para patamar histórico mais baixo, com a confiança no setor imobiliário apresentando forte redução.

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