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Recessão e Paulson derrubam bolsas

Em uma quarta-feira recheada de notícias negativas, as bolsas de valores globais tiveram mais uma rodada de perdas expressivas. Além da já temida e cada vez mais provável recessão global em 2009 - ontem, oficialmente, foi anunciado que o Reino Unido está em recessão -, pesaram sobre os ombros dos investidores o agravamento dos efeitos da crise global sobre a Rússia e a mudança de foco do Tesouro americano no plano de US$ 700 bilhões para resgatar instituições financeiras.

Agência Estado |

No Brasil, o cenário ficou ainda pior em razão das avaliações do balanço do terceiro trimestre da Petrobrás, divulgado na terça-feira. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu 7,75% - no ano, acumula queda de 46,19%. As ações preferenciais (PN) da estatal despencaram 13,75% e as ordinárias (ON), 13,25%. Juntas, as duas têm peso de quase 50% no Ibovespa. O dólar avançou 3,2%, para R$ 2,293.

Nos EUA, o Índice Dow Jones recuou 4,73% e o Standard & Poors 500, que reúne as maiores indústrias do país, 5,19%. Em Paris, o Índice CAC-40 perdeu 3,07% e o FTSE, de Londres, 1,52%.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, informou que o governo decidiu mudar o megaprograma de resgate das instituições financeiras. Em vez de priorizar a compra de ativos podres, os esforços vão se concentrar na injeção de capital. O objetivo, segundo ele, é que os bancos tenham mais dinheiro para emprestar, o que ajudará na recuperação da economia.

"Nossa conclusão, agora, é que não se trata do meio mais efetivo para usar os recursos do Tarp (Programa de Aquisição de Ativos Problemáticos), mas continuaremos examinando se a compra de ativos específicos pode ter um papel positivo."

Essa mudança, observou um analista de um banco estrangeiro, criou "desconforto" entre os investidores. "Há uma sensação de que os problemas não estão sendo resolvidos pelos governos e, quanto mais o tempo passa, pior fica a situação", disse.

A Rússia tem sido um motivo de preocupação crescente. O país já gastou cerca de US$ 100 bilhões de seus US$ 600 bilhões de reservas para tentar conter a desvalorização do rublo ante o dólar. Terça-feira, alongou a banda de flutuação da moeda nacional - o regime de câmbio lá é semifixo, semelhante ao do Brasil entre 1994 e 1999.

O banco central local elevou em um ponto porcentual, para 8% ao ano, a taxa de juros, para frear a saída de capitais. "A Rússia é um dos Brics", observou o estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, George Sanders. Por isso, disse ele, os investidores estão monitorando os outros países do grupo - Brasil, China e Índia - com lupa.

A origem dos temores em relação à Rússia está na queda do petróleo - o país é o maior produtor da commodity. Ontem, o barril fechou em US$ 56,16 em Nova York, pior nível em 22 meses.

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