Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Recessão causa estragos na zona do euro e no Japão

A recessão econômica provocada pela crise financeira mundial se aprofunda no Japão, onde o consumo e a produção industrial registraram reduções, e na zona do euro, onde o desemprego aumentou. Nesta sexta-feira, a Suécia confirmou oficialmente que sua economia também está em recessão.

AFP |

O Japão, segunda maior economia do planeta, anunciou uma queda em outubro de 3,1% da produção industrial e de 3,8% do consumo.

O economista chefe do banco Société Generále na Ásia, Glenn Maguire, disse que os números são "surpreendentemente ruins".

"Calculamos que a atividade industrial do Japão deve piorar a curto prazo, talvez em um nível sem precedentes, uma vez que as exportações para os Estados Unidos despencaram ao longo do último ano", explicou.

A Índia, potência emergente que na quarta-feira sofreu com uma série de graves atentados em sua capital financeira, Mumbai, informou ter registrado uma desaceleração de 7,6% no terceiro trimestre, em relação aos 7,9% do segundo.

Apesar da situação indiana ser ainda bastante confortável em comparação às economias desenvolvidas, muitas delas em recessão, sua desaceleração indica até que ponto a crise financeira que começou nos Estados Unidos se espalhou de forma global.

Mesmo assim, a bolsa de Mumbai - que não funcionou na quinta-feira por causa dos atentados na capital econômica indiana - fechou em alta de 0,73% nesta sexta-feira, acompanhando a tendência dos outros mercados asiáticos: Tóquio (+1,66%), Hong Kong (2,5%), Seul (1,2%) e Sydney (4,3%). A bolsa de Xangai foi a única que registrou queda (-2,44%).

Na Europa, a recessão se propaga com velocidade. A Suécia confirmou, nesta sexta-feira, ter entrado na lista de países da zona do euro a registrar dois trimestres consecutivos de contração do Produto Interno Bruto (PIB), com -0,1% em ambos.

Um dos dados mais alarmantes do bloco europeu é o desemprego, que chegou a 7,7% em outubro, cifra mais alta desde janeiro de 2007. Entre os grandes países da zona do euro, o número de desempregados aumentou principalmente na Espanha, onde a taxa passou de 12,1% em setembro para 12,8% em outubro.

Há, pelo menos, uma boa notícia para a zona do euro: uma queda da inflação, que ficou em 2,1% em novembro.

Depois que a Espanha apresentou seu plano de reativação econômica, na quinta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta sexta que fará o mesmo em seu país no dia 4 de dezmebro.

Tanto o já anunciado plano espanhol quanto o futuro plano francês são calcados na proposta aprovada na Comissão Européia de um pacote de 200 bilhões de euros (260 bilhões de dólares) para revitalizar a economia do bloco.

O governo italiano de Silvio Berlusconi, por sua vez, adotou nesta sexta um pacote de medidas contra a crise para ajudar as famílias e as empresas, conforme anunciou o ministro da Economia, Giulio Tremonti.

Na Rússia, o banco central anunciou um aumento de sua taxa de refinanciamento de 12 para 13%, numa tentativa de frear a fuga de capotais provocada pela crise econômica mundial.

A medida, que entrará em vigor no dia 1º de dezembro, pretende "reduzir o nível de fuga de capitais e conter as pressões inflacionárias", indicou o banco.

Outra importante economia ocidental que já vê se aproximar a sombra da recessão é o Canadá: o ministro das Finanças, Jim Flaherty, declarou que "a grande maioria" dos economistas do setor privado prevê uma contração do PIB para o quarto trimestre de 2008 e para o primeiro trimestre de 2009.

burs-adp/ap

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG