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Receita do turismo em SC deve cair 50%

Voltou a chover forte ontem na região do Vale do Itajaí e em Florianópolis. A Defesa Civil no Estado contabilizava os novos estragos.

Agência Estado |

Havia riscos de deslizamentos na capital. Números mostram que quem tinha viagem programada para a região neste fim de ano começa a mudar os planos. Cerca de 30% dos pacotes vendidos já foram cancelados, segundo estimativa da Associação Brasileira de Hotéis em Santa Catarina (ABIH-SC), e o faturamento da cadeia que envolve hotéis, restaurantes, bares, lojas e táxis pode cair mais de 50% na alta temporada.

Blumenau, por exemplo, teve de cancelar sua tradicional festa de luzes de fim de ano. Empresas de turismo, como Stella Barros, pararam de negociar pacotes para Florianópolis. E não há um índice para estimar o receio da população em viajar.

O Procon orienta que, em casos de tragédias naturais, o consumidor pode pedir o cancelamento de pacotes sem multa. A Santa Catarina Turismo (Santur), empresa ligada à Secretaria de Turismo, estima prejuízos de R$ 120 milhões. E o Estado está longe de resolver problemas estruturais. Segundo o Departamento de Infra-Estrutura, só no dia 22 - três dias depois do início da alta temporada -, as estradas serão liberadas, ao custo de R$ 330 milhões.

O valor que será gasto para limpar ruas e tapar buracos sequer foi calculado. Quando isso for resolvido, o governo promete fazer uma campanha de R$ 2 milhões em todo o País e Mercosul para tirar dúvidas da população e atrair veranistas. "Até o fim de semana teremos o slogan, mas deve ser algo como Santa Catarina quer retribuir o seu abraço, venha nos visitar", revela o secretário de Turismo, Gilmar Knaesel. "Será quase uma campanha educativa, na televisão, nos jornais. Balneário Camboriú, por exemplo, está perfeito para receber turistas. O problema foi no Vale do Itajaí e precisamos mostrar que é uma coisa localizada."

No entanto, mesmo em locais menos atingidos, turistas começam a cancelar viagens - segundo a Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú, até 25% dos turistas que iriam visitar a cidade no Natal e ano-novo cancelaram reservas.

Segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), o faturamento de empresas de viagem das regiões atingidas já está comprometido para o verão. "Despesas fixas continuam correndo.

Com movimento paralisado há mais de dez dias e estimativa de retorno gradual a partir do Natal, o fluxo de caixa das agências deve continuar no vermelho por pelo menos dois meses", disse o presidente da Abav estadual, Eduardo Lock. "Mas é possível minimizar, mostrando as belezas intactas."

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