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Receita de gás deve cair à metade na Bolívia

La Paz, 21 jan (EFE).- A Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (CBH), que agrupa as empresas do setor que operam no país, advertiu que a queda dos preços do petróleo provocará um corte da receita por exportação de gás em torno de 50% em 2009, o que pode beneficiar o Brasil com diminuição na compra deste combustível que faz da Bolívia.

EFE |

A revista Petróleo e Gás, que é publicada pela CBH, publica um relatório no qual se conclui que "caso se concretize a tendência atual dos preços do petróleo deve haver uma contração de aproximadamente 50% no valor das exportações de hidrocarbonetos".

Este diminuição de receita representaria uma queda de 25% e todas as exportações da Bolívia, dado que a metade de suas vendas ao exterior é do setor energético, segundo o documento da CBH.

Os cálculos do relatório partem de um preço de US$ 50 por barril de petróleo WTI, do Texas, com o que o qual, é previsível que o gás natural que a Bolívia exporta ao Brasil caia de US$ 6,22 por milhar da Unidade Térmica Britânica (BTU) para US$ 3,15.

No entanto, os preços nos mercados internacionais do barril de petróleo Texas se encontram ainda mais baixos, em torno de US$ 39.

A principal fonte de receita do Estado boliviano é o setor do gás, sobre o qual o Governo de Evo Morales se mostrou preocupado devido às quedas na demanda brasileira e argentina que provocou a redução dos preços do petróleo.

Só a São Paulo, a Bolívia exporta cerca de 24 milhões de metros cúbicos diários (mcd) de gás natural, após cair a demanda pela Petrobras de os 31 milhões de mcd.

O Governo boliviano reconheceu que o fornecimento à Argentina caiu a 1,2 milhões de mcd, dias após ter alegado que tinha chegado a um acordo com Buenos Aires para que fossem de 7,7 milhões de mcd.

Além disso, o Governo negocia com a brasileira Transborder Services Gas (TBS) enviar à sua fábrica termoelétrica de Cuiabá uma quantidade fixa de 700 mil mcd e uma quantidade flexível que pode chegar a 2,2 milhões de mcd. EFE az/jp

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