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Receita com exportação de frutas cresce 13%, divulga Ibraf

São Paulo, 17 - A receita com as exportações de frutas frescas aumentou 13% no acumulado do ano até novembro para US$ 673 milhões, ante US$ 594 milhões em igual período de 2007. Entretanto, o setor registrou um recuou de 3,6% no volume embarcado entre janeiro e novembro deste ano.

Agência Estado |

As informações foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).

De acordo com Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do Ibraf, a queda no volume exportado decorre, principalmente, das severas perdas registradas nos cultivos de banana no Rio Grande do Norte, por conta das inundações ocorridas neste ano. Ele destaca ainda que a União Européia impôs algumas restrições as laranjas in natura, devido a praga quarentenária pinta preta (guinardia citricarpa). O resultado foi uma queda de 23% nas exportações de laranja e 31% da banana. O Estado é o segundo maior exportador de banana.

Outro setor que contribuiu para a queda no volume foi o mamão, com redução de 6% nas exportações este ano, "influenciados pela valorização do real perante o dólar em grande parte do ano", afirma o presidente do Ibraf.

Os preços médios alcançados em 2008 superaram os valores de 2007 e, por isso, o valor das exportações obteve um saldo positivo. "Os números mostram exportações em menor escala, mas apresentam maior valor agregado", ressalta Fernandes. A previsão é fechar 2008 com US$ 724 milhões e 880 mil toneladas exportadas.

As frutas processadas também sofreram um decréscimo de 10% em valor e 1,3% em volume até novembro, influenciados pela queda do suco de laranja concentrado congelado no mercado de commodities de Nova York. Os preços recuaram em função do elevado estoque no mercado internacional, resultado da diminuição do consumo do suco de laranja nos Estados Unidos nos últimos 12 meses, equivalente a 4,5%, segundo a Nielsen. "É importante considerar que apenas este produto representa 47% da pauta exportadora de frutas processadas", alerta o presidente.

Alta

Entre os produtos que tiveram um desempenho positivo até o momento, o Ibraf destaca o suco de laranja do tipo não concentrado (NFC), que aumentou em 34% em valor. Outros produtos em alta são os sucos de frutas tropicais que cresceram 31% e as polpas de frutas do trópico equatorial, com principal destaque ao açaí, "que obteve aumento de 10% comparando com o ano anterior, passando de 11 mil toneladas para 12 mil", segundo o diretor superintendente da região norte do Ibraf, Raimundo Sergio Menezes.

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