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Receber Nobel de Economia é muito gratificante, diz Krugman

Nova York, 13 out (EFE).- O economista americano Paul Krugman, reconhecido hoje com o Nobel de Economia pela Real Academia Sueca de Ciências, destacou que o prêmio é gratificante, mas também admitiu que demorará vários dias para assimilá-lo.

EFE |

"É muito gratificante", disse hoje Krugman, após saber da notícia, como informa seu site na Universidade de Princeton, em Nova Jersey.

O economista é autor de aproximadamente 20 livros e criador de novas teorias que integraram pela primeira vez o comércio internacional e a geografia eletrônica.

Krugman, de 55 anos, também é um conhecido articulista do jornal americano "The New York Times", e se mostrou crítico ao neoliberalismo e às políticas econômicas e de relações exteriores adotadas pelo Governo do presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush.

A decana da faculdade de Economia da Universidade de Princeton, Anne-Marie Slaughter, disse que Paul Krugman "estudou um dos fenômenos mais importantes de nosso tempo: a realização de políticas perante a rápida e aparentemente inexorável globalização".

Slaughter diz que o novo Nobel de Economia é um dos membros mais destacados da universidade e muito comprometido com os debates públicos.

"Nós o parabenizamos de todo o coração por ter sido honrado como o segundo laureado com o Nobel de Economia desta faculdade em apenas seis anos", destacou a acadêmica, referindo-se ao feito do professor Daniel Kahneman, em 2002.

O "New York Times" publica em seu site uma entrevista com Krugman na qual ele afirma que "hoje está sendo um dia raro de maneira positiva".

Em 2004, Krugman recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais, cujo júri avaliou sua contribuição ao conhecimento do comércio internacional e das finanças, assim como sua preocupação pelo tratamento das desigualdades regionais.

Naquela ocasião, o economista foi premiado por sua pesquisa e contribuição notável ao assentar as bases da nova teoria do comércio internacional e do desenvolvimento econômico.

Além de sua atual ocupação como catedrático de Economia em Princeton, Krugman foi membro do conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca durante a Presidência de Ronald Reagan (1981-1989).

Também é assessor do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como da Comissão Trilateral (fundada em 1973 por personalidades de EUA, Japão e Europa) e da ONU. EFE emm/wr/plc

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