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Recall da Fiat pode ir além do Stilo

A Fiat poderá ter de realizar recall de outros modelos da marca, além do Stilo. Segundo o diretor executivo do Procon-SP, Roberto Pfeiffer, o órgão investiga o uso do mesmo material da peça da roda do Stilo - que apresenta problemas e pode soltar-se com o carro em movimento - em outros carros da marca.

Agência Estado |

Ele também espera que a montadora faça a convocação de conserto entre hoje e amanhã. "Se no início da semana ainda não tiver uma definição, poderemos mover ação judicial determinando o recall imediato."
O presidente da empresa, Cledorvino Belini, negou que haja problemas no Stilo. "O problema da roda ocorreu em consequência do acidente, e não (foi) o cubo que gerou o acidente", disse Belini à Agência Brasil, após participar de reunião na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp). Em nota divulgada ontem, porém, a Fiat informa que cumprirá "a inusitada decisão do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor)", que a surpreendeu, "e determinará em breve a realização de recall para a substituição do cubo da roda traseira do Stilo, nos casos em que o veículo se enquadrar na decisão dos órgãos".

Pfeiffer ressalta que a lei determina o recall imediato. "A empresa já retardou muito a convocação; se tivesse feito logo, teria poupado acidentes e vítimas", diz. Pela demora, a Fiat já foi multada em R$ 3,192 milhões pelo DPDC e notificada de outra multa de igual valor pelo Procon, por ter insistido em comercializar o produto.

O recall para os modelos Stilo fabricados a partir de 2004 (com exceção das versões com freio ABS) foi determinado na terça-feira pelo DPDC, que abriu processo administrativo em junho de 2008 após denúncias de que as rodas se soltavam. O órgão recebeu relatos de 30 acidentes e pelo menos oito mortes.

Convocado pelo DPDC para analisar alguns casos, o Denatran constatou que a substituição do material do cubo da roda traseira, de aço para ferro fundido, provocou desgaste precoce na peça, levando ao rompimento. Também há problemas no processo de fabricação e na dimensão da peça.

SIENA
Pelo menos um acidente com características semelhantes ao do Stilo está em análise, envolvendo um Siena 2008. A proprietária Regina Lima de Araújo conta que a roda traseira do veículo desprendeu-se em agosto de 2008 enquanto trafegava em uma rodovia entre as cidades de Três Lagoas e Campo Grande (MS). Ela move ação contra a Fiat e a concessionária local da marca no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

"O carro tinha apenas cinco meses de uso e 3,5 mil quilômetros rodados", informa Regina. No Boletim de Ocorrência feito pela Polícia Rodoviária Federal consta que a roda se soltou, a condutora perdeu a direção e o veículos bateu no meio-fio.

Regina diz que a concessionária não assumiu o conserto do carro, que estava na garantia. "Achei injusto ter de recorrer ao seguro e, por isso, o carro está até hoje na loja, sem conserto", conta ela.

Pfeiffer desconhece o caso do Siena, mas ressalta que a própria Fiat, em uma das justificativas feitas ao DPDC, relata que não havia necessidade da troca do material, feita "em função da padronização da peça utilizada na produção de outros modelos", conforme cita o laudo do Denatran. "Estamos investigando se o mesmo material foi usado em outros modelos; caso sim, o recall deverá se estender a eles também." A Fiat diz que o caso de Campo Grande está na Justiça e "não há relação com o caso do Stilo."

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