Londres, 13 mar (EFE).- O Royal Bank of Scotland (RBS), atualmente propriedade do Governo britânico em 70%, evadiu o pagamento de impostos no valor de 500 milhões de libras mediante operações arrumadas com outras entidades em paraísos fiscais, informa nesta sexta-feira o jornal The Guardian.

O diário sustenta que o banco destinou pelo menos 25 bilhões de libras para este plano durante os "anos áureos" da entidade, nos quais o controvertido ex-presidente Fred Goodwin estava à frente da mesma.

Segundo fontes não identificadas do RBS, o banco já despediu o departamento encarregado de tramitar estas operações e vai colocar fim a esta prática, porque "não se pode receber o apoio do Tesouro por um lado e roubar a bolsa pelo outro".

Os chamados "contratos estruturados" do RBS consistiam em investimentos de até 6 bilhões de libras em uma só operação, que se movimentavam "em círculo" entre vários bancos e podiam incluir, por exemplo, ativos respaldados em créditos hipotecários.

Assim, o dinheiro era "partilhado" por várias entidades, que reivindicavam por igual a redução dos impostos a pagar.

"The Guardian" assegura que conseguiu identificar 13 contratos deste tipo assinados pelo RBS com entidades como Morgan Stanley, Merryl Lynch, Goldman Sachs, Fortis, e as seguradoras AIG e Swiss Re. EFE avh/ma

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