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Rali da Bovespa é difícil, mas alta moderada é possível

A julgar pelos movimentos das bolsas européias e dos índices futuros de Nova York, o dia não parece altamente promissor para o rali de fim de ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que ninguém sabe se, de fato, terá espaço para acontecer neste tão conturbado 2008 de crise. Mas pode reservar uma alta moderada.

Agência Estado |

O cenário externo está para pouco gás. As novidades anunciadas pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de elevação da meta de criação ou preservação de empregos de 2,5 milhões para 3 milhões de vagas no próximo ano, não deram margem à euforia, até porque, a cada anúncio mais agressivo de medidas nos EUA para mitigar os efeitos da crise, aumenta a impressão de que o quadro é pior do que o imaginado até então. Também funciona como limitador o anúncio da montadora japonesa Toyota de que pode ter o primeiro prejuízo no ano fiscal que termina em março de 2009.

Na Ásia, a maioria dos índices acionários encerrou a segunda-feira em baixa, embora, na Bolsa de Tóquio, o Nikkei 225 tenha subido 1,57%, reagindo ao anúncio do socorro do governo norte-americano às montadoras General Motors e Chrysler.

Já na Europa, os investidores estão mais céticos quanto ao pacote de resgate às montadoras e não gostaram do anúncio da Toyota. Em Londres, o setor de varejo era destaque de baixa, com investidores preocupados com o desempenho do setor no Natal. As ações da BHP operaram em baixa de 4% e da Rio Tinto cederam 2%. A Rio Tinto anunciou suspensão de sua produção de lingotes de aço na unidade Himselt no oeste da Austrália por três meses.

Papéis da financiadora de imóveis Hypo Real Estate também operam em queda, porque a instituição alemã informou que realinhará suas operações, cortará custos e dispensará cerca de 800 trabalhadores nos próximos três anos.

Às 11h02, o futuro do Nasdaq operava em alta de 0,52% e o do S&P 500 subia 0,59%. Na Europa, a Bolsa de Londres subia 0,10%, Paris operava em queda de 0,74% e Frankfurt recuava 0,34%. O Ibovespa, às 11h05, operava em alta de 0,62%, aos 39.375 pontos.

"Há uma torcida para um rali, mas a impressão é de que isso já aconteceu com Petrobras e Vale e agora poderia contemplar ações de segunda ou terceira linha que foram muito depreciadas", diz um operador. "Mas a impressão dominante é de que a Bolsa vai na lateral até o final do ano, talvez com um movimento melhor mesmo no penúltimo e último dias úteis de dezembro, só com vista ao encerramento das carteiras."

De qualquer forma, há consenso de que a liquidez será pequena nessas duas últimas semanas do ano. Isso significa que, se o mercado se soltar do exterior, algumas atuações mais fortes de players poderão jogar a Bolsa tanto para um lado, quanto para o outro, ou seja, há grande margem para volatilidade nos próximos dias.

Na agenda dos EUA, o único indicador é o índice de atividade de Chicago, às 11h30. Os contratos de metais básicos sustentam os ganhos da sexta-feira, mas como as perspectivas não são boas, não se prevê altas expressivas nos próximos dias.

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