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Rainha da Inglaterra apresenta plano anticrise

Nem o brilho dos diamantes milionários da coroa da rainha da Inglaterra evitou o tom sombrio diante da pior crise financeira dos últimos 70 anos e da recessão que já atinge todos os países ricos. Em evento com a costumeira pompa, a rainha Elizabeth II apresentou ontem ao Parlamento o plano de emergência econômica do primeiro-ministro, Gordon Brown.

Agência Estado |

Deixando de lado a tradicional hesitação em falar de temas econômicos, a rainha admitiu que a comunidade internacional vive "tempos difíceis". "A prioridade será garantir a estabilidade da economia britânica durante a desaceleração global", disse ela. "Meu governo está comprometido em ajudar famílias e empresários em tempos difíceis."

Há um mês, a rainha convocou alguns dos maiores economistas britânicos para que lhe explicassem como o mundo deixou a crise chegar. Ao escutar as explicações e constatar que também havia perdido milhões na bolsa, ela exclamou: "Isso é horrível".

Depois, tentou dar uma mensagem forte. "A fortaleza do sistema financeiro é fundamental para a economia", disse ela, ao anunciar medidas para dar mais resistência ao sistema financeiro e mais proteção aos clientes de bancos.

No centro das propostas do governo está uma nova legislação para que bancos tenham uma atitude mais responsável, com pesadas penas para quem não cumpri-la. A lei passa a proteger de modo mais eficiente os correntistas e incentivaria os bancos a emprestar dinheiro. Além disso, o Tesouro ganha mais poderes de intervir na economia.

Outra medida dá mais poder às autoridades locais para administrar as suas contas e promover medidas regionais de estímulo à atividade econômica. No setor da construção civil, um dos mais afetados, a rainha anunciou medidas para facilitar a realização de novos contratos. Ela ainda prometeu trabalhar por uma resposta coordenada da comunidade internacional para debelar a crise.

A rainha ainda anunciou um plano para ajudar famílias em dificuldades para pagar hipotecas. Aqueles que perderam o emprego ou tiveram os salários reduzidos podem esperar dois anos para voltar a pagar a hipoteca. Esse plano cobrirá hipotecas de até US$ 600 mil.

A esperança do governo é que o número de famílias ameaçadas de perder a moradia seja reduzido. Segundo as estimativas, 75 mil famílias poderiam perder a casa em 2009 por causa da crise. Apenas no terceiro trimestre, 11 mil casas foram devolvidas aos bancos. Nos Estados Unidos, aqueles que tinham hipotecas a pagar também foram os que mais sofreram.

A oposição não perdeu tempo e atacou o discurso da rainha, o mais curto em 11 anos. Para a oposição, o governo não tem visão de futuro e todas as propostas, na realidade, eram conhecidas. "O governo está abandonando as pessoas quando elas mais precisam", afirmou Nick Clegg, um dos líderes da oposição.

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