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Rafael Correa diz que Petrobras aceitou mudança de contrato no Equador

Quito, 18 out (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que a Petrobras já aceitou a mudança de modalidade no contrato através do qual opera neste país.

EFE |

"Com a Petrobras a boa notícia é que ontem já assinou o acordo, já está tudo acertado, ou seja, aceitaram as condições do país.

Vamos para um contrato de transição para, em um ano mais ou menos, ir para um contrato de prestação de serviços", declarou.

Em seu relatório semanal, Correa acrescentou que também solucionou a situação com a companhia petrolífera francesa Perenco, embora não tenha entrado em detalhes.

Além disso, ele disse que possivelmente na próxima semana chegará a um acordo também com a empresa espanhola Repsol-YPF.

"Isto é muito bom para o país: passamos destes nefastos contratos de participação para (contratos) de prestação de serviços", segundo os quais "o petróleo é nosso e o que fazemos é contratar uma empresa" que o extraia, declarou.

Ao se referir ao problema sobre a central hidroelétrica San Francisco, que era operada pela brasileira Odebrecht, Correa reafirmou que se trata de um assunto entre o Estado e uma empresa privada "que descumpriu seu contrato" e não entre Governos.

O chefe de Estado afirmou que a ação contra a empresa teria sido adotada inclusive se esta fosse americana, colombiana, chinesa ou peruana e se declarou "quase certo" de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entende a posição do Equador.

A ministra de Relações Exteriores equatoriana, María Isabel Salvador, reconheceu na última quinta que as relações com o Brasil foram afetadas pelo caso da Odebrecht, mas previu uma melhora.

"Acho que as relações com o Brasil, sem dúvida, se viram afetadas de alguma forma pelo caso Odebrecht, isto é claríssimo, mas este caso já está resolvido, o Governo equatoriano já tomou suas decisões por meio do último decreto", disse então a chanceler.

Correa, que mantém sua posição de expulsão da Odebrecht, assinou em 9 de outubro um decreto para que se retire o visto de altos funcionários da construtora e da companhia Furnas-Centrais Elétricas.

A Furnas estava encarregada de fiscalizar o reparo da central hidroelétrica San Francisco, construída pela Odebrecht, que apresentou supostas falhas em sua estrutura poucos meses após ser entregue ao Estado equatoriano.

Correa afirmou hoje que a imprensa exagera em torno do tema da Odebrecht, reafirmou sua admiração por Lula e disse que se o comércio com o Brasil fosse afetado este seria o principal prejudicado, pois o Equador lhe vende cerca de US$ 40 milhões anuais, no entanto lhe compra aproximadamente US$ 800 milhões.

O governante equatoriano opinou que a situação com o Brasil será regularizada. EFE sm/jrh/fal

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