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Ração sobe 13,08% no semestre

Alimentar um animal de estimação ficou 13,08% mais caro no semestre. De acordo com o Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a inflação dos alimentos - que encareceu a refeição das famílias em 7,75% no período - pesou ainda mais no preço da ração dos bichinhos.

Agência Estado |

"A ração é composta basicamente por trigo, soja, carne e milho. Ou seja, é um produto que concentra alguns dos maiores vilões da inflação do semestre", afirma Cornélia Nogueira Porto, coordenadora do ICV. "Por isso, o item apresentou quase o dobro do aumento registrado pelo grupo alimentação."

Wendel Nogueira, gerente da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos de Animais Domésticos (Anfalpet), informa que a inflação dos grãos e da carne fez o custo de produção da ração ficar 6,5% mais alto no semestre. "Esse foi o aumento que a indústria repassou aos lojistas", informa.

A outra parte do reajuste ficou por conta dos donos de pet shops. "Nas lojas, o preço final da ração ficou mais alto devido a uma mudança no sistema tributário do setor", justifica Valquíria Furlani, consultora jurídica do Sindicato dos Lojistas, especializada no mercado pet.

Até abril, os comerciantes pagavam o imposto diretamente ao governo. Agora, o valor é retido pelo fabricante, no ato da venda do produto. "O novo sistema tem uma alíquota maior, que comprometeu ainda mais a lucratividade dos lojistas", afirma Valquíria. "Portanto, a única saída que eles tiveram foi repassar o custo do imposto ao consumidor final, que já sofria o impacto do reajuste da indústria."

Mesmo com ração mais cara, as vendas do produto cresceram 4% no semestre. "Os donos tratam o animal como um membro da família. Por isso, não vão deixar de prover um bom tratamento porque a ração encareceu", diz Marco Antônio Gioso, presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa-SP).

Segundo Gioso, a ração é essencial para a saúde do bicho de estimação, pois garante uma alimentação equilibrada. Para o veterinário, comprar o produto é até uma forma de economizar . "Mesmo que a ração tenha subido de preço, ela ainda representa uma economia, pois seu consumo deixa o animal mais resistente e evita que ele adoeça, o que geraria mais custos ao dono."

Quem segue a cartilha dos veterinários à risca, costuma gastar pelo menos R$ 1,4 mil ao ano em cuidados com os pets, sendo que 35% desse valor correspondem à compra da ração. Mas já que não dá para abrir mão do alimento, o jeito é cortar itens supérfluos, como roupas.

"O mínimo que os donos devem fazer é vacinar o bichinho uma vez ao ano, consultar o veterinário a cada 12 meses, fazer a vermifugação de quatro em quatro meses e manter a higiene do animal", diz a veterinária Daniela Bochi, da rede de pet shops Cobasi. "Os demais itens podem ser cortados."

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