Troca da Selic não nos beneficia - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Troca da Selic não nos beneficia

Líderes do movimento que impôs uma derrota ao governo na Câmara no começo de agosto, três deputados da bancada ruralista disseram que não serão beneficiados pela substituição da taxa básica de juros, a Selic, pela TJLP como indexador dos contratos inscritos na Dívida Ativa da União. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Valdir Colatto (PMDB-SC) afirmam que nunca precisaram recorrer ao crédito rural oferecido pelo governo com taxa de juros mínima de 6,75% ao ano.

Agência Estado |

Caiado, que é pecuarista e tem cinco fazendas em Goiás, vai mais além. Diz que nunca assinou um contrato de crédito bancário. "Nunca fiz nenhum financiamento, por isso não posso estar na dívida ativa", afirma o deputado. "Nem de crédito rural, nem de nada", completa. Colatto, por sua vez, já recorreu ao banco para financiar, segundo ele, "um carro velho". Na área agrícola, ele admitiu que "até o momento" é dono em sociedade com seus outros 13 irmãos de uma "terrinha" - de 1,5 mil hectares - no sul de Rondônia, que era arrendada.

Colatto reclama que o governo tenta anular a escritura da terra. Isso porque a área da propriedade que era preservada para cumprimento da lei ambiental foi invadida por um grupo de sem-terra. "Eles desmataram tudo. O Incra vistoriou o local e considerou a área improdutiva. Agora querem anular minha escritura."

O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), outro membro da tropa de choque da bancada na Câmara, admite que é beneficiário do crédito rural. "Mas pago em dia e não me beneficio pelas medidas de apoio", diz. Ele citou, por exemplo, um financiamento de R$ 80,993 mil contratado em maio do ano passado para retenção de matrizes. "Eu poderia pagar metade neste ano e prorrogar o resto para o ano que vem. Mas paguei tudo agora", afirma. A dívida, segundo a assessoria do deputado, foi paga no dia 30 de abril.

Além disso, o deputado diz que há muito tempo precisava comprar um trator para sua propriedade, que fica no Rio Grande do Sul. "Mas eu resolvi esperar até que os preços baixassem." Em 2007, ele financiou a compra de um trator de R$ 94 mil, dívida que será paga em quatro anos. A primeira parcela vence em dezembro deste ano. "Não vou prorrogar", avisa o deputado, desprezando um dos benefícios da Medida Provisória (MP) 432, que será avaliada pelo Senado.

Heinze também tem dívidas de securitização, um dos programas que permitiu a renegociação dos débitos rurais na década de 90. O governo autorizou a renegociação dessa dívida por 25 anos. No total, o deputado e a esposa dele renegociaram R$ 400 mil em dívidas securitizadas. Por ano, as duas prestações somam R$ 32 mil. A assessoria do deputado informou que ele também financiou a compra de um pulverizador de R$ 25,6 mil, dívida já paga. Além disso, tem dívidas de custeio com o Banco do Brasil e o Bradesco, contratos que estão em dia.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG