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Três Grandes de Detroit avaliam opções após fracasso de plano de resgate

Julio César Rivas. Toronto (Canadá), 12 dez (EFE).- O fracasso do plano de resgate do setor do automóvel nos Estados Unidos colocou os Três grandes de Detroit contra as cordas, enquanto seus executivos buscam hoje uma saída para sua desesperada situação econômica, que poderia vir do Governo.

EFE |

A situação mais complicada é para General Motors (GM) e Chrysler, enquanto que a Ford, em uma situação mais folgada, tinha anunciado que não ia fazer uso do plano de resgate do Congresso, que ontem entrou em via morta no Senado.

A Chrysler, o terceiro maior fabricante americano e que precisa de US$ 4 bilhões para poder sobreviver durante o primeiro trimestre do ano, está em contato com a equipe do presidente eleito, Barack Obama, para tentar assegurar futuras ajudas.

Segundo assinalou hoje em sua edição eletrônica o jornal "The Detroit News", o presidente da Chrysler, Robert Nardelli, comunicou a seus funcionários que está mantendo "discussões com a equipe presidencial de transição".

Nardelli acrescentou que "membros-chave da próxima Administração são conscientes da importância de encarar a viabilidade a curto e longo prazo de nosso setor e companhia".

E para acrescentar mais pressão à situação, Nardelli aconselhou a todos os funcionários da Chrysler, assim como a seus familiares e amigos, que chamem ou enviem e-mails à Casa Branca "para expressar seu apoio a uma ação imediata para ajudar a companhia".

Para a General Motors, o principal fabricante de automóveis do país, o pacote de ajuda econômico rejeitado na noite da quinta-feira pelos republicanos do Senado é ainda mais urgente.

A empresa dirigida por Rick Wagoner disse que precisa de US$ 4 bilhões de forma urgente para terminar o ano. Outros US$ 6 bilhões serão necessários para garantir suas operações durante o primeiro trimestre de 2009.

Após o fracasso da aprovação do pacote de empréstimos, a General Motors disse hoje que nos três primeiros meses de 2009 reduzirá sua produção em 30% para fabricar 250.000 veículos menos do que o calculado inicialmente.

O próprio fabricante qualificou a medida como uma "significante redução".

"A velocidade e gravidade com que o mercado do automóvel nos EUA caiu nas últimas semanas não tem precedentes, em um momento em que os consumidores assumem o colapso dos mercados financeiros e a falta de crédito para o financiamento de veículos", afirmou a GM através de um comunicado.

E como antecipação do que pode significar para o setor do automóvel no mundo todo a queda da General Motors, a redução da produção no primeiro trimestre do próximo ano não só afeta fábricas nos Estados Unidos, mas também no México e no Canadá.

No México, as plantas afetadas são Silao, Ramos 2 e San Luis Potosí.

A General Motors acolheu com esperança as indicações da Casa Branca que a rejeição do projeto de lei no Senado poderia obrigar a Administração do presidente George W. Bush a incluir os fabricantes no plano de resgate de US$ 700 bilhões redigido para o setor financeiro.

A inclusão dos "Três Grandes de Detroit" no plano de resgate do setor financeiro tinha sido apoiada pelos democratas e Obama, mas rejeitada até o momento pela Casa Branca.

Mas o temor que a GM e a Chrysler se vejam obrigadas a declarar-se em moratória, o que se traduziria em graves perdas no mercado de trabalho americano, está obrigando a Administração Bush a reconsiderar suas opções.

Já a Ford disse que por enquanto não precisa de uma injeção econômica para continuar operando nos próximos meses.

Analistas do setor calculam que entre 1 e 3 milhões de postos de trabalho estão em perigo se os "Três Grandes de Detroit" se vêem obrigados a suspender suas operações, embora hoje outro estudo de um pesquisador do Boston College disse que os números podem estar infladas.

Mesmo assim, os fabricantes estão resistindo à moratória, uma alternativa que para o presidente do sindicato United Auto Workers (UAW), Ron Gettelfinger, "não é uma opção", segundo disse hoje. EFE jcr/ma

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