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Tomaremos quantas medidas forem necessárias contra crise, diz Lula

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o governo irá criar quantas medidas forem necessárias para minimizar os efeitos da crise econômica internacional sobre o Brasil.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Nos últimos dias, o governo editou as medidas provisórias 442, que dá maiores poderes ao Banco Central e a 443, que autoriza bancos públicos como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) a comprar instituições financeiras privadas.

Questionado sobre o mal-estar gerado entre os parlamentares da oposição com a edição da MP 443, Lula afirmou que não irá se preocupar. Eu não posso ficar preocupado com os gritos da oposição, porque tudo o que eles desejam é que o Brasil entre em uma crise profunda para poderem ter razão em seus discursos, disse o presidente após encontro com o Rei da Jordânia, Abidullah II Ibn Al-Hussein, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O desconforto da oposição teria sido causado pelo fato de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não ter comentado sobre o plano da equipe econômica do governo de editar a MP ao longo do debate realizado na última terça-feira, no plenário da Câmara dos Deputados. 

Segundo acordo de líderes da Câmara, a MP 442 deverá ser votada na próxima terça-feira. Já a MP 443 não pode ser levada diretamente ao plenário porque o Regimento Interno da Câmara prevê análise em comissão especial com prazo de 14 dias para apresentação de emendas. A previsão é votar a matéria apenas na segunda semana de novembro.

Em seu discurso, Lula voltou a dizer que a crise não irá interferir nem provocar paralisação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Lula, a melhor solução para combatê-la é aumentar a produção e o investimento. Eu continuo dizendo que não haverá nenhuma obra do PAC paralisada por conta da crise. Eu já tomei uma determinação: para enfrentar uma crise que não se originou no Brasil, a única e a melhor solução é mais produção e mais investimentos em obras de infra-estrutura, declarou.

O presidente acrescentou que é necessário que o dinheiro circule no país para que as pessoas tenham acesso a produtos e, consequentemente, possam ajudar a desenvolver a indústria brasileira.

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